Um Final Épico em Fukuoka
FUKUOKA, Japão — O encerramento da Gran Turismo World Series aconteceu de maneira eletrizante neste último fim de semana, na orla de Hakata, com as World Finals. Após uma longa temporada repleta de desafios, chegou o momento culminante onde a teoria das tabelas de pontos foi deixada para trás. O que prevaleceu foi a essência pura da competição: velocidade sob pressão, precisão nas manobras e desempenho irrepreensível quando mais se precisava.
O Centro de Congresso Internacional de Fukuoka foi transformado em uma verdadeira arena de Esports. Doze dos melhores pilotos de Gran Turismo do planeta estavam prontos, conscientes de que esta era a oportunidade final, sem chances de reveses.
Com o impacto de uma final dramática na Manufacturers Cup, onde a Porsche fez história ao se tornar o primeiro fabricante não japonês a vencer, agora todos os olhares se voltaram para a Nations Cup. Este campeonato colocou competidores frente a frente, nação contra nação, com os três primeiros colocados da Série de 2024 e os mais destacados de cada região global. Jose Serrano, da Espanha, chegou a Fukuoka liderando com um confortável total de 17 pontos. No entanto, a história mostra que lideranças podem ser volúveis, especialmente em uma etapa decisiva como as World Finals, onde o número de pontos em disputa é elevado.
Formato das Corridas e Desafios
As World Finals da Nations Cup foram divididas em três corridas, incluindo duas preliminares que distribuíam pontos e determinavam a ordem de largada. A primeira corrida estabelecia a configuração para a segunda, enquanto os resultados da segunda definiriam o grid para a Grande Final. Com o dobro de pontos concedidos nas duas primeiras corridas e novamente na final, a competição estava aberta e qualquer piloto poderia levar o título ou perdê-lo.
O público, que lotou a arena, ficou ansioso enquanto a corrida virtual era transferida para o icônico Circuit de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Os pilotos estavam prontos para uma mistura de protótipos de Le Mans, que incluíam não apenas modelos clássicos, mas também criações digitais, prometendo um confronto que uniria passado e futuro no universo automobilístico de Gran Turismo.
Corrida 1: O Início da Luta
No Circuit de Spa-Francorchamps, com uma extensão de 8 voltas e sem pit stops obrigatórios, o formato veloz exigia comprometimento desde a volta inicial. Os competidores não hesitaram em acelerar, e a disputa se transformou rapidamente em um espetáculo. O piloto Kaj de Bruin (R8G_Kajracer), representando os Países Baixos, largou na pole position com o Toyota GT-One, enquanto Samuel Cardinal (PRiMA_Quartz) do Canadá ficou ao seu lado, pilotando um Sauber Mercedes C9. O líder do campeonato, Jose Serrano (JoseSerrano_16) da Espanha, vinha logo atrás em um Peugeot 908 HDi FAP.
A disputa aumentou de temperatura logo na primeira curva, quando Takuma Miyazono (ZETA_Miyazono) do Japão, ao volante do Mazda 787B, colidiu com de Bruin, fazendo o piloto holandês perder o controle. Isso permitiu que Serrano e Kylian Drumont (R8G_Kylian19) da França, com um Nissan R92CP, assumissem a liderança. Embora Miyazono tenha recebido uma penalidade por sua manobra, na volta inaugural, Serrano e Drumont já estavam se distanciando do restante do grupo.
Enquanto a luta pela liderança se intensificava, a batalha pelo terceiro lugar se tornava igualmente emocionante, com Miyazono, Pol Urra (PolUrra) da Espanha no Jaguar XJR-9, Angel Inostroza (Veloce_Loyrot) do Chile no Audi R18 e Takuma Sasaki (SZ_TakuAn22) do Japão no Porsche 919 Hybrid disputando cada curva com manobras ousadas. Na bandeira quadriculada, Serrano cruzou a linha em primeiro, seguido de Drumont e Miyazono, que completou o pódio após uma corrida repleta de desafios.
