Uma Viagem pela História da Navegação no Amazonas
A série “Memória de Santarém” se dedica a preservar os arquivos materiais e imateriais do município de Santarém, localizado no estado do Pará. Este projeto revela detalhes fascinantes sobre a política, sociedade e economia local, especialmente nos séculos XIX e XX. Um dos destaques dessa narrativa é o navio Augusto Montenegro, pertencente à frota da SNAPP, que reiniciou suas atividades na linha Belém-Iquitos na década de 1950.
Ao longo de sua trajetória, o Augusto Montenegro fez escalas em importantes cidades amazônicas, como Santarém, Óbidos, Parintins, Itacoatiara, Manaus, entre outras, até chegar a Iquitos, no Peru. Essa rota não apenas conectava comunidades, mas também simbolizava a rica história da navegação na região.
A Borracha e os Coronéis do Amazonas
Nesse contexto histórico, é importante mencionar que pelo menos seis seringalistas e comerciantes do Acre possuíam escritórios de representação em Belém, sendo a Rua 15 de Novembro um verdadeiro centro financeiro, conhecido como a “Wall Street ao tucupi”. Em junho de 1953, os coronéis da borracha se reuniram em um jantar no Hotel Avenida para homenagear Abel Pinheiro Filho, o governador do então território federal. O evento marcou a confirmação dele no cargo, após uma visita ao Rio de Janeiro para encontros com o presidente da república e o ministro da justiça.
Na ocasião, após receber elogios do seringalista Custódio Freire, o governador expressou sua esperança de que o Acre ressurgisse como o maior produtor de borracha do Brasil, consolidando-se como uma “sentinela avançada no território nacional”. Essa afirmação reflete a relevância econômica da borracha na época e sua contribuição para a identidade da região amazônica.
O Legado da Navegação e da Borracha
A história dos coronéis da borracha e da navegação no Amazonas é um legado que merece ser preservado. Os registros, como os que fazem parte da série “Memória de Santarém”, são fundamentais não apenas para entender o passado, mas também para refletir sobre o impacto desses eventos na configuração atual da política e economia na região. A preservação desses arquivos é uma forma de manter viva a memória coletiva e honrar aqueles que contribuíram para a formação da Amazônia como conhecemos hoje.
