Investimentos Estratégicos na Venezuela
Em um pronunciamento marcante realizado no último sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que empresas petrolíferas americanas destinariam bilhões de dólares à revitalização da infraestrutura energética da Venezuela. A declaração, feita no clube Mar-a-Lago em Palm Beach, ocorreu poucas horas após uma operação militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Trump, acompanhado pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, enfatizou que a intervenção não se limita à mudança de governo, mas visa uma recuperação econômica abrangente do país, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo. “Vamos fazer com que nossas grandes empresas petrolíferas entrem, gastem bilhões e consertem a infraestrutura que está gravemente danificada”, afirmou o presidente.
Modelo de Negócio Inovador
A proposta de Trump envolve um modelo de negócio em que as petrolíferas arcarão com os custos da reconstrução e serão reembolsadas pela produção de petróleo bruto. “Queremos que o petróleo flua como deveria e, assim, começar a gerar receita para o país”, disse Trump, sugerindo uma mudança em direção à privatização e a parcerias internacionais, após décadas de domínio estatal no setor.
A Venezuela lidera o ranking mundial em reservas de petróleo, com aproximadamente 303 bilhões de barris, superando a Arábia Saudita, com 267 bilhões, e o Irã, com 208 bilhões. Em comparação, o Brasil ocupa a 15ª posição global, possuindo 12,7 bilhões de barris.
Entretanto, mesmo com essa abundância de recursos, a produção de petróleo na Venezuela enfrentou um forte declínio ao longo dos anos. Após atingir um pico de 3,5 milhões de barris por dia no final da década de 1990, a produção atual gira em torno de apenas 800 mil barris diários. Trump manifestou sua intenção de reverter essa tendência, afirmando: “Vamos vender grandes volumes de petróleo para outros países; muitos mais virão”.
Transição Política e Geopolítica
Sobre o futuro político do país, Trump anunciou que os EUA “administrarão temporariamente o país” através de um grupo gestor, até que uma transição segura possa ser estabelecida. Contudo, o embargo ao petróleo venezuelano continuará em vigor até que essa nova estrutura esteja consolidada.
A queda de Maduro também influencia a presença de outras potências na região. Até novembro de 2025, o governo de Maduro havia renovado contratos com empresas russas. Com sua prisão, a presença russa e chinesa no setor energético da Venezuela agora enfrenta incertezas.
Impactos na Segurança Energética dos EUA
O controle das reservas de petróleo venezuelanas é considerado essencial para a estratégia de segurança energética de Trump. Ao assegurar o fornecimento no Hemisfério Ocidental, os EUA visam diminuir a dependência de regiões instáveis e se consolidar como a principal potência no setor. Vale lembrar que, na última semana de 2025, a produção americana atingiu um recorde de 13,8 milhões de barris por dia, solidificando ainda mais sua liderança global.
