Tragédia em Maués
Um menino de apenas 3 anos perdeu a vida após cair em uma fossa sem tampa na tarde deste sábado (3) em Maués, uma cidade situada no interior do Amazonas. O acidente ocorreu nas proximidades do Ginásio Poliesportivo Dr. Deodato de Miranda Leão, localizado no bairro Ramalho Júnior.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, a corporação foi acionada por volta das 15h. Ao chegarem ao local, a equipe constatou que a criança, identificada como Emanuel da Silva Gonçalves, já havia sido retirada da fossa, mas infelizmente não apresentava sinais vitais.
Testemunhas relataram que o menino estava brincando nas imediações do ginásio quando, por volta das 14h50, perdeu o equilíbrio e caiu na fossa, que se encontrava na área externa do ginásio. Informações preliminares indicam que Emanuel ficou submerso por mais de 20 minutos, o que pode ter contribuído para o desfecho trágico.
Um adolescente de 17 anos que passava pelo local percebeu a situação de desespero da mãe da criança e não hesitou em entrar na fossa aberta. Ele conseguiu resgatar Emanuel, que já estava inconsciente no momento da retirada.
Os Bombeiros relataram que a equipe foi acionada apenas após a criança ter sido retirada da fossa, o que impossibilitou a execução dos protocolos de salvamento adequados, que poderiam ter aumentado as chances de sobrevivência do menino.
Após o resgate, populares transportaram Emanuel para o Hospital Raimunda Francisca Dineli, no entanto, a equipe médica logo confirmou que a criança já tinha falecido antes mesmo de chegar à unidade de saúde.
A tragédia gerou comoção na comunidade local, levantando também questões sobre a segurança e a responsabilidade pela manutenção das áreas públicas. A Prefeitura de Maués foi contactada para se pronunciar sobre as condições da área onde o acidente ocorreu, mas até a última atualização desta reportagem não havia respondido.
O caso é um lembrete doloroso sobre a importância de garantir a segurança em espaços públicos, especialmente em áreas onde crianças costumam brincar. O desamparo estrutural se torna ainda mais gritante quando vidas estão em risco, e a falta de cobertura em fossas é uma questão que merece atenção das autoridades competentes.
A tragédia envolvendo Emanuel deixa uma lição amarga. Em momentos como esses, é essencial que a comunidade se una para exigir melhorias nas condições de segurança e proteção nas áreas frequentadas por crianças, para que casos semelhantes não voltem a ocorrer. Além disso, reforça a urgência de um diálogo mais efetivo entre a população e os órgãos responsáveis pela segurança pública e pela infraestrutura urbana.
