Reação de Petro às Ameaças de Trump
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez uma declaração contundente nesta segunda-feira (5 de janeiro), afirmando que está disposto a voltar a pegar em armas para proteger a nação caso considere necessário. Em um pronunciamento nas redes sociais, o líder colombiano afirmou que ordenou às forças de segurança que ajam decisivamente contra qualquer tentativa de invasão ao território colombiano.
“Apesar de não ter sido militar, vivi a guerra e a clandestinidade. Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, mesmo que isso não seja minha vontade”, declarou Petro, ressaltando seu compromisso com a defesa da soberania nacional.
Soberania Nacional em Primeiro Lugar
A declaração de Petro surge após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter mencionado, no domingo (4 de janeiro), a possibilidade de uma operação militar na Colômbia. Em resposta, Petro enfatizou a importância de proteger a soberania do país e orientou a força pública a não disparar contra a população civil, mas sim a repelir eventuais invasores.
Em sua contundente manifestação, o presidente destacou que comandantes das forças de segurança que não cumprirem essa diretriz em defesa da soberania devem se afastar de seus cargos. Ele reforçou que a Constituição colombiana exige que a força pública atue em favor da soberania popular e da integridade territorial da nação.
Compromisso com a População Civil
Petro também reiterou que suas instruções às forças de segurança focam na proteção dos cidadãos e que não apoiará qualquer tipo de ação armada contra colombianos. Ele enfatizou sua legitimidade ao afirmar que foi eleito democraticamente e negou qualquer envolvimento com atividades ligadas ao narcotráfico.
O presidente colombiano mencionou as várias iniciativas de seu governo direcionadas ao combate à produção e ao tráfico de drogas, sublinhando que não há enriquecimento ilícito em sua trajetória. “Minha situação patrimonial é pública e está em conformidade com a minha renda oficial”, assegurou.
Ameaças e Acusações de Trump
As afirmações de Trump, que descreveu a Colômbia como “doente” e insinuou que Petro estaria ligado ao tráfico de cocaína para os Estados Unidos, foram feitas sem apresentar provas. Essa declaração repercutiu fortemente, especialmente na sequência da operação norte-americana que resultou na prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, que foi conduzido a Nova York, onde enfrenta acusações na Justiça americana.
O cenário político se mostra tenso, e a postura de Petro reflete sua determinação em não permitir que a soberania colombiana seja comprometida. Com a preocupação de manter a paz e a segurança internamente, ele busca garantir que sua administração seja reconhecida por seus esforços em garantir a ordem e proteger os direitos de seus cidadãos.
