China Reforça Seu Ponto de Vista
Em 6 de janeiro de 2026, Maria Peres da Cenarium reporta que o diplomata Fu Cong, representante da China no Conselho de Segurança da ONU, fez declarações contundentes contra as ações dos Estados Unidos, afirmando que “nenhum país pode agir como polícia no mundo ou se colocar como juiz internacional”. A crítica foi direcionada especificamente às intervenções dos EUA na Venezuela, que Pequim considera unilaterais, ilegais e violentas.
Fu Cong expressou o choque da China em relação ao comportamento norte-americano, alertando que o uso indiscriminado da força tende a exacerbar crises internacionais. Ele lembrou que a história é clara: as intervenções militares não resolvem conflitos políticos e citou exemplos de intervenções e sanções dos EUA em diversas partes do mundo, como no Iraque e no Irã, além das pressões econômicas e militares sobre nações na América Latina e no Caribe.
O diplomata chinês ressaltou a soberania da Venezuela, enfatizando o direito do país de proteger sua dignidade nacional. Além disso, destacou o papel fundamental dos países da região na manutenção da paz mundial. Fu Cong reiterou o apoio da China ao governo e ao povo venezuelano, afirmando que o respeito à soberania das nações latino-americanas é crucial para a preservação de uma zona de paz no continente.
“A China apoia firmemente o governo e o povo da Venezuela em proteger sua soberania, segurança, direitos e interesses legítimos”, declarou o representante chinês, sublinhando o compromisso de Pequim com a defesa das nações da América Latina e do Caribe.
Reunião de Emergência da ONU
No mesmo dia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas promoveu uma reunião de emergência para discutir a operação militar dos Estados Unidos que culminou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A convocação da sessão ocorreu em resposta à intensificação do conflito e à significativa reação diplomática dos aliados do governo venezuelano.
Durante a reunião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua preocupação com as consequências da ação militar. Em um comunicado, seu porta-voz, Stéphane Dujarric, informou que Guterres está “profundamente alarmado” com a escalada do conflito e ressaltou que “independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos estabelecem um precedente perigoso”.
Guterres reforçou a necessidade de respeito às normas internacionais, enfatizando que “todos devem observar o direito internacional, incluindo a Carta da ONU”. Ele manifestou sua preocupação com o descumprimento das normas do direito internacional e apelou para que os políticos venezuelanos procurem um diálogo inclusivo que garanta os direitos humanos e o Estado de Direito.
