Reflexões sobre o Aumento da Arrecadação
Os dados não mentem e, muito menos, aliviam. Em 2025, os cidadãos do Amazonas tiveram que desembolsar cerca de R$ 5 bilhões a mais em impostos em comparação ao ano anterior. Ao todo, a arrecadação atingiu R$ 49,2 bilhões, superando os R$ 44,8 bilhões de 2024.
Esse aumento expressivo, à primeira vista, pode ser comemorado como um indicativo de uma economia mais dinâmica. Entretanto, traz à tona uma reflexão crucial: quem, de fato, está arcando com o peso desse crescimento? Essa questão foi abordada na Coluna do Cristo desta quarta-feira (7).
Na capital, Manaus, a situação é ainda mais emblemática. De acordo com dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), obtidos por meio do Impostômetro, os manauaras pagaram R$ 2 bilhões em tributos municipais em 2025 — um acréscimo de R$ 200 milhões em relação ao ano anterior.
Essa é a primeira vez que a arrecadação municipal ultrapassa essa marca histórica, um marco que não apenas revela a vitalidade econômica, mas também destaca a crescente pressão fiscal que recai sobre os cidadãos e as empresas.
O Motor do Crescimento e Seus Desafios
O principal responsável por esse avanço na arrecadação foi a melhora nas atividades econômicas, tanto em nível local quanto nacional. Com mais consumo e produção, a circulação de mercadorias e serviços aumentou, o que, em teoria, é uma boa notícia.
No entanto, a realidade mostra uma contradição conhecida: à medida que a economia cresce, a carga tributária também aumenta, mas a percepção de retorno dos serviços públicos nem sempre acompanha essa evolução de forma satisfatória.
A Coluna do Cristo também mencionou que a Zona Franca de Manaus atingiu um recorde de faturamento, mas os salários ainda deixam a desejar. A massa salarial representa apenas uma fração dos investimentos e do faturamento alcançado pelas empresas na região.
Interesses Externos e a Questão da Venezuela
Outro ponto relevante destacado foi um comunicado de Donald Trump em sua rede social, a Truth Social. O ex-presidente dos Estados Unidos deixou claro que o interesse em uma intervenção na Venezuela não visa restaurar a democracia no país, mas sim explorar as riquezas minerais presentes na nação.
Esses fatores evidenciam a complexidade do cenário econômico e político, tanto em nível local quanto internacional. A crescente carga tributária e a falta de retorno em serviços públicos para a população refletem um dilema que persiste em meio ao crescimento econômico.
