Isolda Dantas destaca a importância do papel do vice-governador
Em uma recente entrevista ao programa “Cafezinho com César Santos”, a deputada estadual Isolda Dantas enfatizou que a governadora Fátima Bezerra se apresentará como candidata ao Senado nas próximas eleições, independentemente da decisão do vice-governador Walter Alves em assumir o governo. Isolda deixou clara a posição do PT em relação à continuidade do projeto político iniciado em 2022, argumentando que, se houver uma ruptura na aliança com o MDB, a responsabilidade pela explicação recairá sobre Walter Alves.
“Se o vice-governador não quiser assumir o papel que o povo lhe delegou — que é governar na ausência da governadora —, quem precisa se explicar é ele, não o PT”, afirmou a deputada, enquanto tomava um cafezinho nas dependências do Jornal de Fato.
Questionada sobre a relação do projeto do PT no Rio Grande do Norte com a posição política do vice-governador, Isolda foi categórica: “Nós temos um projeto político que não depende do humor de ninguém. O PT tem uma trajetória que se inicia em 1980, quando surgiu como um partido que representava as demandas da classe trabalhadora”, disse.
O legado histórico do PT e suas conquistas
A deputada também abordou como o PT consolidou sua presença na política brasileira, destacando suas vitórias eleitorais e a transformação promovida no país sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. “Mudamos a cara do Brasil sem fechar igrejas ou perseguir opositores. O governo Lula foi marcado pela capacidade de diálogo e pela confiança nas riquezas do Brasil”, destacou, lembrando que diversas conquistas sociais e econômicas foram implementadas, como a redução da pobreza e a expansão das universidades.
Sobre a evolução do PT no Rio Grande do Norte, Isolda lembrou que o partido enfrentou dificuldades em se estabelecer na Assembleia Legislativa, mas que, por meio de alianças, conseguiu fortalecer sua representação. “Não chegamos ao governo sozinhos, e se o vice-governador não quiser cumprir o papel que lhe foi confiado, quem precisa se explicar é ele”, reiterou.
Desafios da governança e o futuro político
Ao ser questionada sobre a recusa de Walter Alves em assumir o governo, a deputada avaliou que a situação financeira do Estado, alegada por ele, não é um argumento válido. “Hoje, o Estado paga seus compromissos em dia. O contexto é completamente diferente do que vivíamos em 2018. Não há justificativa para não assumir a responsabilidade”, afirmou Isolda Dantas, defendendo que a gestão pública atual é transparente e que o governo não pode ser considerado ingovernável.
Isolda Dantas também comentou sobre o papel do vice-governador e do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, caso ambos decidam não assumir o governo. “Neste caso, podemos ter uma eleição indireta, mas até lá, o vice-governador deve se posicionar”, destacou, afirmando que o PT apresentará um nome para a continuidade da administração.
Alianças e futuras candidaturas
Sobre a aliança entre o PT e o MDB, a deputada ressaltou que, até o momento, não há um calendário definido para discussões sobre a continuidade dessa parceria, o que envolve um processo complexo e cuidadoso. “A política exige planejamento e paciência. Precisamos agir com estratégia”, reiterou, alertando sobre a importância de evitar erros nas articulações políticas.
Outro ponto levantado durante a entrevista foi a relação da senadora Zenaide Maia com o campo político do PT. Isolda defendeu que a postura da senadora reflete as pautas progressistas que ela defende no Senado e que, portanto, não deve desagradar os eleitores que a apoiaram.
Expectativas futuras para o PT
Na reta final da entrevista, Isolda Dantas discutiu sua própria candidatura à reeleição e a importância de manter a bancada do PT forte na Assembleia Legislativa. “Meu foco é a reeleição, e cada candidatura deve ter um propósito estratégico. Estamos em um momento histórico e precisamos continuar a luta pelo povo potiguar”, concluiu. A deputada deixou claro que o compromisso do PT com a população do Rio Grande do Norte se manterá firme até 2026, independente das circunstâncias.
