Medida de Pressão Internacional
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova iniciativa econômica que impactará diretamente as relações comerciais globais. Em um comunicado divulgado nas redes sociais, Trump afirmou que a partir de agora, qualquer país que mantenha negócios com a República Islâmica do Irã estará sujeito a tarifas de 25% sobre todas as suas transações comerciais com os EUA. Esta ordem foi descrita como “definitiva e sem recurso”, indicando uma postura firme contra a administração iraniana em meio a um período crítico de turbulência interna e repressão.
Com os protestos crescendo no Irã, que resultaram em centenas de mortes segundo organizações não governamentais, Trump enfatizou a necessidade de apoiar os manifestantes iranianos. Há dez dias, ele já havia sinalizado que tomaria medidas em favor da população, prometendo uma resposta caso as autoridades de Teerã usassem força letal contra os protestantes. Além disso, o presidente americano destacou que recebeu contatos de líderes iranianos interessados em negociações, em resposta a ameaças de uma possível ação militar.
Conflitos e Desafios Internos
Uma das estratégias de Trump para ajudar a população iraniana é enviar satélites da Starlink, a empresa de Elon Musk, que visa manter a comunicação via Internet. Essa ação surge em um contexto de restrições severas impostas pelo governo iraniano, que bloqueou o acesso à Internet em todo o país durante a repressão aos protestos.
Essas manifestações, que começaram em 28 de dezembro, já resultaram na morte de pelo menos 648 pessoas em diversas províncias, de acordo com a ONG Iran Human Rights (IHRNGO). O número de feridos é alarmante, e as estimativas indicam que mais de dez mil indivíduos foram detidos. Embora a IHRNGO tenha relatado esses dados, a dificuldade de verificação se agrava devido ao bloqueio da informação. Relatos não confirmados sugerem que o número de mortos pode ser ainda maior, ultrapassando 6.000.
A Reação das Autoridades Iranianas
A resposta do governo iraniano a essas manifestações tem sido brutal. As autoridades caracterizam os protestantes como “arruaceiros” ou até “mohareb” (inimigos de Deus), associando-os a ações terroristas e a um suposto apoio de potências estrangeiras como Estados Unidos e Israel. O regime prometeu tratar esses indivíduos com rigor, em tribunais revolucionários que têm a fama de executar sentenças de forma apressada.
Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHRNGO, expressou preocupação com o aumento dos assassinatos de manifestantes, comparando a situação atual aos crimes cometidos pelo regime na década de 1980, que foram considerados crimes contra a humanidade. Ele fez um apelo à comunidade internacional para uma resposta urgente a essa escalada de violência.
Cenário Econômico Desolador
Os protestos no Irã não são apenas políticos, mas também econômicos. A crise econômica, exacerbada pela alta inflação, que já ultrapassa 42% ao ano, e a desvalorização do rial — que perdeu 69% de seu valor em relação ao dólar — têm sido fatores motivadores para a mobilização das massas. A insatisfação é palpável entre comerciantes e cidadãos, que sentem as consequências diretas das sanções impostas pelos EUA e pela ONU devido ao programa nuclear do país.
Ao comentar sobre as manifestações em apoio ao governo que estão ocorrendo em resposta aos protestos, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que estas representam um aviso aos políticos americanos, desafiando as supostas manipulações externas. Segundo ele, essas mobilizações frustraram os planos de “inimigos estrangeiros” que tentam desestabilizar a nação por meio de “mercenários iranianos”.
Enquanto isso, imagens veiculadas por mídias estatais apresentam manifestações em diversas cidades em apoio ao governo, destacando a divisão entre a população iraniana em tempos de crise.
