Análise dos Desafios e Sucessos da Disney
Os números mais recentes da Disney revelam um cenário misto para a empresa no início de 2026. Apesar de registrar pontos positivos em seu relatório do primeiro trimestre, impulsionados por grandes sucessos de bilheteira, a gigante do entretenimento enfrenta desafios significativos, especialmente com a queda no turismo internacional. Os resultados, divulgados pela Disney, mostraram que a companhia obteve uma receita de US$ 25,98 bilhões, superando as previsões dos analistas, que estimavam US$ 25,74 bilhões. O lucro por ação ajustado também foi uma grata surpresa, alcançando US$ 1,63, o que representa uma margem acima da estimativa de Wall Street de US$ 1,57. Isso se deve em grande parte ao desempenho da unidade Experiences, que opera 12 parques temáticos distribuídos em seis resorts ao redor do mundo, além de oferecer cruzeiros e clubes de férias. Essa unidade, pela primeira vez, ultrapassou a receita trimestral de US$ 10 bilhões.
Os sucessos cinematográficos da Disney, como “Zootopia 2” e “Avatar: Fogo e Cinzas”, que arrecadaram mais de US$ 1 bilhão em bilheteiras globais, também contribuíram significativamente para os resultados. Por outro lado, os serviços de streaming se mostraram um ponto forte, com a ESPN apresentando bons números de audiência, dominando mais de 30% do público esportivo entre as emissoras, incluindo sua transmissão na ABC.
Desafios Previstas para o Segundo Trimestre
No entanto, o otimismo foi ofuscado por previsões desalentadoras para o segundo trimestre. A Disney alertou que seus parques temáticos provavelmente terão um “crescimento modesto da receita operacional”, em parte devido à diminuição do número de turistas internacionais que visitam os Estados Unidos. Bob Iger, CEO da Disney, comentou durante a teleconferência de resultados que, tradicionalmente, os visitantes internacionais costumam permanecer menos tempo nos hotéis da Disney, levando a empresa a redirecionar seus esforços de marketing e vendas para o público interno. Apesar das adversidades, ele assegurou que a Disney conseguiu manter altas taxas de ocupação em seus estabelecimentos.
A recente nomeação de Josh D’Amaro como novo CEO, a partir de 18 de março, trouxe um breve respiro às ações da companhia, que chegaram a subir ligeiramente na manhã de terça-feira. No entanto, essa valorização foi efêmera, com os papéis da Disney apresentando uma queda de mais de 7%, fechando a US$ 104,72 no pregão de segunda-feira (2). A pressão sobre as ações foi exacerbada por temores em relação ao desempenho futuro da empresa, refletindo a fragilidade do mercado de turismo internacional e suas consequências para a receita dos parques temáticos.
Assim, enquanto a Disney se prepara para enfrentar os desafios do mercado, seus resultados de bilheteira e inovações nos serviços de streaming oferecem uma luz no fim do túnel. O impacto da queda no turismo internacional permanece uma preocupação, mas a estratégia de focar no público doméstico pode ser uma forma eficaz de mitigar essas dificuldades. Portanto, a companhia segue navegando por um cenário incerto, equilibrando sucessos em algumas áreas com desafios em outras.
