Incidente na Foz do Rio Amazonas
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras devido a um vazamento de petróleo ocorrido na foz do Rio Amazonas. O incidente, que foi registrado no dia 4 de janeiro, aconteceu a 175 quilômetros da costa do Amapá, mais especificamente na área conhecida como Margem Equatorial. A polêmica em torno da licença de perfuração da Petrobras, que foi liberada em outubro do ano passado, ganhou novos contornos após a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ser alvo de rumores sobre uma possível saída do governo Lula.
De acordo com o Ibama, a substância derramada consiste em uma mistura oleosa utilizada na exploração e produção de petróleo e gás, apresentando riscos tanto para a saúde das pessoas quanto para o ecossistema aquático da região. Por outro lado, a Petrobras refutou tais alegações, afirmando que o material vazado é “biodegradável” e não causaria danos ao meio ambiente. A estatal agora enfrenta um prazo de vinte dias para quitar a multa ou apresentar defesa em um processo administrativo instaurado.
Retomada das Atividades Após o Vazamento
A perfuração dos poços foi suspensa no início de janeiro em decorrência do vazamento. Entretanto, um mês após o incidente, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) deu sinal verde para que a Petrobras retomasse suas atividades. Contudo, a continuação dos trabalhos está condicionada a uma série de exigências: a troca das peças da sonda envolvida no vazamento, a revisão do plano de manutenção e a comprovação de que a equipe técnica recebeu o treinamento adequado para evitar novos contratempos.
No momento do vazamento, a Petrobras declarou que o problema ocorreu devido à perda de fluido em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço. A companhia assegurou que o vazamento foi “imediatamente contido e isolado”, ressaltando que a substância liberada no oceano está dentro dos limites de toxicidade e é considerada biodegradável.
Histórico da Licença de Perfuração
O incidente ocorreu menos de três meses após a Petrobras conseguir a licença para perfurar poços de petróleo na foz do Rio Amazonas, uma autorização que a empresa buscou por anos. O Ibama liberou essa licença em outubro do ano passado, após intensos debates e embates nos bastidores políticos. A supervisão do órgão está sob a alçada do Ministério do Meio Ambiente, liderado por Marina Silva, que é conhecida por suas críticas à exploração de recursos naturais, especialmente em regiões sensíveis como a Amazônia.
O desenrolar deste episódio em torno da Petrobras e o vazamento de petróleo na foz do Rio Amazonas promete continuar gerando polêmica, à medida que se aprofundam as discussões sobre os impactos ambientais das atividades petrolíferas na região. O futuro da exploração na área ainda parece incerto, visto que a pressão de ambientalistas e órgãos reguladores é crescente.
