Cantora Busca Justiça Após Acusações em Sessão Legislativa
A cantora Ludmilla entrou com um processo judicial contra o vereador de Manaus, Coronel Rosses (PL), em consequência de declarações feitas por ele durante uma sessão da Câmara Municipal, ocorrida em outubro de 2025. Segundo a ação, o parlamentar teria acusado a artista de praticar o crime de “aliciamento de crianças” enquanto comentava sobre os gastos do festival Sou Manaus 2025, evento no qual Ludmilla foi uma das principais atrações.
O processo está tramitando na 1ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho da Comarca de Manaus, onde a cantora solicita uma indenização por danos morais, além de uma retratação pública. As polêmicas começaram quando Rosses criticou a Prefeitura de Manaus por, segundo ele, não ter mostrado transparência em relação ao investimento realizado para trazer artistas, como Ludmilla, para o espetáculo que ocorreu em setembro.
“Não sabemos ainda, vereador Sabino, quanto a Ludmilla embolsou para vir aqui aliciar nossas crianças”, disparou Rosses em seu discurso. A defesa da artista contestou a afirmação, afirmando que não existe qualquer evidência que possa apoiar essa declaração e que tal fala extrapola os limites da liberdade de expressão.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) define aliciamento como o ato de assediar ou constranger uma criança com o intuito de praticar um ato libidinoso, o que torna a acusação ainda mais grave.
Até o fechamento desta reportagem, a equipe do g1 tentou entrar em contato tanto com o vereador Coronel Rosses quanto com Ludmilla para que comentassem sobre a ação judicial, mas não obteve resposta.
O processo ainda revela que as declarações feitas pelo vereador foram registradas e amplamente divulgadas nas redes sociais, gerando repercussão em nível nacional. Os advogados da cantora argumentam que tais acusações afetaram profundamente a honra, imagem e dignidade da artista, acarretando impactos negativos em sua vida pessoal e profissional. Além disso, o texto enfatiza que Ludmilla nunca esteve sujeita a qualquer investigação ou processo criminal, descrevendo as declarações como caluniosas e difamatórias.
Entre os pedidos feitos à Justiça, estão: a condenação do vereador ao pagamento de uma indenização por danos morais; uma retratação pública que tenha a mesma visibilidade das declarações feitas; e o reconhecimento de que não há qualquer investigação ou acusação criminal contra Ludmilla.
Durante a sessão legislativa desta terça-feira (10), o vereador reafirmou suas declarações e comentou sobre o processo. “A funkeira Ludmilla me processou! Tudo porque tive a coragem de dizer a verdade que sua apresentação no Sou Manaus 2025 expôs nossas crianças a conteúdos inaceitáveis. Não vou recuar. A defesa da infância, da família e da moral não tem preço! O processo ainda está em fase inicial e não há decisão judicial sobre o caso”, declarou Rosses, evidenciando que a disputa legal deve continuar a gerar discussões intensas na cidade.
