Sem Avanços Concretos nas Negociações de Paz
As negociações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, realizadas em Genebra nos dias 17 e 18 de fevereiro, não resultaram em acordos palpáveis para a resolução do conflito ucraniano. As discussões, que se estenderam por seis horas no primeiro dia, ocorreram sem a presença de jornalistas, mantendo os detalhes das conversas longe do escrutínio público.
O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, caracterizou as negociações como “difíceis, mas profissionais”. Ele mencionou que um novo encontro está previsto para breve, embora não tenha sido estabelecida uma data específica. Essa declaração sugere uma continuidade nas tentativas de diálogo, mesmo que os resultados imediatos não tenham sido satisfatórios.
De acordo com informações da agência estatal russa RIA Novosti, as equipes negociadoras não assinaram qualquer documento na quarta-feira (18), mas o intercâmbio de ideias e propostas deve seguir adiante. O enviado dos EUA, Steve Witkoff, por sua vez, apontou que houve “progresso significativo” nas conversas. Enquanto isso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, observou que, apesar de alguns avanços no aspecto militar, o mesmo não se aplicou ao âmbito político.
Rustem Umerov, chefe da delegação ucraniana, descreveu as discussões como “intensas e substanciais”. Segundo ele, o foco agora é alcançar um consenso que permita a apresentação de soluções aos presidentes dos países envolvidos. Esse movimento busca não apenas um entendimento imediato, mas a formulação de um caminho claro para o futuro das relações entre as nações.
Histórico Recente e Expectativas Futuras
Reuniões anteriores, ocorridas no final de janeiro e início de fevereiro em Abu Dhabi, trouxeram à tona questões pendentes do plano de paz proposto pelos Estados Unidos. Durante essas conversações, Rússia e Ucrânia conseguiram realizar uma troca de prisioneiros de guerra, com 157 prisioneiros de cada lado, uma medida que, embora simbólica, indica a disposição das partes para dialogar.
O Kremlin destacou que os Estados Unidos reconheceram que, sem uma resolução da questão territorial, conforme a fórmula acordada na cúpula do Alasca, um acordo duradouro é inviável. A Rússia continua a exigir a retirada das Forças Armadas da Ucrânia da região do Donbass, onde Kiev ainda detém controle.
Nesta quarta-feira, Zelensky reafirmou que um encontro pessoal com o presidente russo, Vladimir Putin, seria a melhor solução para as questões territoriais em disputa. Ele informou que instruiu seus negociadores a buscar a aprovação para essa reunião. Entretanto, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não comentou se o tema foi abordado nas discussões em Genebra, mantendo a incerteza sobre a possibilidade desse encontro ocorrer.
Enquanto as partes buscam um caminho para a paz, o mundo observa atentamente os desdobramentos dessas negociações. A situação continua complexa, e a necessidade de um diálogo produtivo se torna cada vez mais urgente.
