Hospital do Sangue: Uma Nova Era no Tratamento de Doenças Hematológicas
No dia 16 de março, o governador Wilson Lima inaugurou o Hospital do Sangue Idenir de Araújo Rodrigues, uma nova unidade da rede pública de saúde que promete ser um marco no diagnóstico e tratamento de enfermidades hematológicas e onco-hematológicas no Amazonas. Com a inclusão de 184 leitos, entre eles 16 destinados a UTI, a nova estrutura amplia em 254% a capacidade de atendimento hematológico no estado, posicionando-se como uma das maiores do Brasil.
“Esta é uma obra que começou em 2014. Quando assumimos em 2019, ela estava apenas 20 a 24% concluída. Hoje, damos um passo significativo ao passar de 52 leitos para aproximadamente 180, contando com 16 leitos de UTI. Sempre foi um anseio do Hemoam e dos profissionais de saúde, e agora estamos entregando um hospital que será referência para o tratamento de doenças do sangue na região Norte”, declarou o governador.
A execução do projeto foi retomada em 2019, após um período de paralisação que durou entre 2017 e 2018. Naquela época, menos de 25% do projeto havia sido concluído, mas a nova gestão se comprometeu a finalizar a parte estrutural, além de adquirir equipamentos, mobiliário e contratar serviços e pessoal qualificado.
Estrutura do Hospital e Serviços Oferecidos
Localizado na avenida Pedro Teixeira, na zona centro-oeste de Manaus, o Hospital do Sangue recebeu um investimento de R$ 58,6 milhões, fruto de uma parceria entre o Governo do Amazonas e o Governo Federal. Em termos de área construída, esta unidade é a segunda maior da rede pública estadual, ficando atrás apenas do Hospital Delphina Aziz. Antes da inauguração, o atendimento especializado em doenças hematológicas era realizado nas dependências da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).
O projeto do Hospital do Sangue visa ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade para o tratamento de doenças do sangue. Com 184 leitos, incluindo 16 leitos para UTI adulto e pediátrica, a unidade também oferece um centro cirúrgico, um hospital-dia e ambulatórios especializados.
Os serviços disponíveis abrangem hematologia clínica, onco-hematologia, tratamento de leucemias, linfomas e outras condições hematológicas, além de terapias especializadas com acompanhamento multiprofissional. A estrutura conta ainda com um parque tecnológico avançado para diagnóstico, que inclui tomógrafo, ultrassonografia, ecocardiograma, eletrocardiograma, raio-X e doppler transcraniano, além de um laboratório especializado para exames hematológicos.
Avanços e Integração com a Rede de Saúde
Uma das inovações que o novo hospital trará é a implantação progressiva do serviço de transplante de medula óssea, uma conquista significativa para a saúde pública do Amazonas. Essa medida visa diminuir a necessidade de encaminhamentos de pacientes para outros estados, facilitando o acesso ao tratamento local por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
A unidade funcionará de maneira integrada com a rede estadual de saúde e o Complexo Regulador do Amazonas, assegurando que pacientes de Manaus e do interior, incluindo comunidades ribeirinhas e indígenas, tenham acesso aos serviços especializados de forma organizada.
Investimentos e Gestão
Com um investimento total de R$ 58,6 milhões, o Hospital do Sangue conta com R$ 21,3 milhões provenientes do governo estadual, enquanto o restante foi financiado através de emendas de bancada do governo federal. A gestão do hospital ficará a cargo da Fundação Hemoam, que estabelecerá um processo de contratualização com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). Este modelo permitirá a definição de metas assistenciais, indicadores de qualidade e mecanismos contínuos de monitoramento da produção hospitalar.
O custeio da unidade será responsabilidade do Governo do Amazonas, com um investimento anual estimado em R$ 165 milhões, garantindo assim a manutenção da infraestrutura e o pleno funcionamento dos serviços oferecidos.
Uma Homenagem à História da Saúde Pública
O nome do hospital é uma homenagem a Idenir de Araújo Rodrigues, uma servidora que deixou um legado na saúde pública do Amazonas, dedicando 44 anos de sua vida ao serviço público estadual, com passagens em diversas instituições, incluindo a Susam, a Fundação Alfredo da Matta, o Ipaam e a Fundação Hemoam.
