Perseguição Política e Desgaste de Imagem
MANAUS (AM) – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou nesta terça-feira (17/3) que está enfrentando uma perseguição política. Isso se deu após a Polícia Federal citar seu genro, Gabriel Alexandre da Silva Lima, em uma investigação sobre um suposto esquema de compra de votos para as eleições de 2024.
Almeida fez suas declarações durante um evento promovido pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Manaus (Semseg), na Casa Militar, localizada no bairro Vila da Prata, zona Oeste da capital amazonense. O prefeito acredita que há uma intenção deliberada de desgastar sua imagem, especialmente em virtude de sua pré-candidatura ao governo do estado.
“A nossa gestão é uma administração limpa, sem escândalos. Portanto, daqui para frente, não me surpreenderei com nada. Se forem criadas operações para tentar manchar a minha imagem, estou ciente disso”, disse Almeida.
Defesa da Gestão Municipal
Durante sua fala, o prefeito também destacou que não existem investigações específicas contra sua administração. “Não temos qualquer denúncia de malversação de recursos em nossas secretarias ou sobre contratos públicos. Não há operação da Polícia Federal dentro da Prefeitura de Manaus”, garantiu.
Em um tom de confrontação política, David Almeida reafirmou sua determinação em disputar o governo do Amazonas, minimizando a força de possíveis adversários. “Não acredito que essas pessoas tenham a influência que afirmam. Por isso, estou dobrando a aposta”, enfatizou.
Operação da Polícia Federal e Implicações para o Genro
Essa declaração ocorre em um momento crítico, com novas informações surgindo sobre uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de compra de votos durante o segundo turno das eleições municipais de 2024 em Manaus. A operação resultou na prisão de dois pastores e na apreensão de dinheiro em espécie dentro de uma igreja na capital.
Os investigadores relataram que encontraram R$ 21 mil em dinheiro, além de informações que indicam que outros R$ 38 mil já haviam sido distribuídos na noite anterior. Os valores estavam organizados em envelopes numerados, cada um contendo R$ 200, que seriam destinados a eleitores.
De acordo com um laudo pericial, Gabriel Alexandre da Silva Lima, genro do prefeito, teria atuado como intermediador em negociações com lideranças religiosas durante o período eleitoral. Até o momento, não houve uma acusação formal contra o prefeito no âmbito dessa investigação.
