Evento Reúne Milhares em Manaus
A capital amazonense, Manaus, celebra um marco histórico ao sediar a maior feira da indústria fluvial da América Latina. O evento superou todas as expectativas, consolidando a cidade como um centro estratégico nas decisões logísticas do Brasil. Realizada no Centro de Convenções Vasco Vasques, a feira atraiu mais de sete mil visitantes, além de contar com a presença de cem expositores e cerca de 400 marcas de âmbito nacional e internacional, firmando-se como um verdadeiro hub de negócios e inovação para o setor fluvial.
O movimento intenso surpreendeu até mesmo os organizadores. De acordo com David Semeguini, um dos idealizadores do evento, o público compareceu antes do esperado. “Superou nossas expectativas. Imaginávamos que o movimento aumentaria apenas no fim da tarde, mas a feira já estava lotada, com mais visitantes chegando a todo instante. Esse fluxo demonstra a força e a relevância do evento”, enfatizou.
Um Ambiente de Negócios Promissor
O primeiro dia da feira também destacou a sua função como geradora de negócios significativos. Constantino Lannes, CEO da Sennebogen, expressou sua satisfação com a movimentação do evento. “No ano passado, já conseguimos fechar alguns negócios, e este ano a situação está ainda melhor. Desde o início, notamos uma forte presença de empresários e indústrias interessados nos nossos produtos, especialmente voltados para a movimentação de cereais no Norte. Estamos apresentando equipamentos de alta tecnologia, mas com manutenção simples, ideais para regiões remotas como a Amazônia”, afirmou.
A evolução do setor e os investimentos no Arco Norte também foram temas em destaque entre os participantes. Daniel Andrade, gerente de segmento fluvial da Sotreq, ressaltou a importância do evento e do mercado. “A cada ano, a feira cresce com um público mais qualificado. É uma oportunidade única de reatar relações comerciais e discutir questões relevantes do setor. O Arco Norte está em contínua expansão, e estamos presentes em Manaus, Belém, Porto Velho e Itaituba, oferecendo soluções como o monitoramento de equipamentos para otimizar a gestão das operações”, destacou.
Logística Fluvial e Segurança Energética
Cássio Lopes Guimarães, Gerente de Operações de Navios Cabotagem da Transpetro, reiterou a relevância da logística fluvial para o abastecimento da região. “Temos uma responsabilidade estratégica no transporte de combustíveis. Possuímos uma estrutura sólida, com navios operando na Amazônia, essenciais para o abastecimento local. Em 2024, mesmo enfrentando uma seca severa, conseguimos manter o abastecimento, entregando mais de 16 mil toneladas de GLP em parceria com a Marinha e a Petrobras, o que evidencia a força da atuação integrada”, comentou.
Desenvolvimento Regional e Papel Institucional
A Marinha do Brasil também teve seu espaço destacado, enfatizando seu papel no desenvolvimento da navegação e na economia regional. O Contra-Almirante Sérgio Tadeu, Chefe do Estado Maior do Comando do 9º Distrito Naval, ressaltou a importância do evento para a construção de soluções logísticas. “Este encontro vai além do aspecto comercial; é um espaço para a construção de soluções. A Marinha atua não apenas como reguladora, mas também como parceira no desenvolvimento da região. Eventos como este são cruciais para dialogar sobre cabotagem, transporte e construção naval”, afirmou.
Fórum “Diálogos Hidroviáveis” e Temas Relevantes
Dentro da programação, o fórum “Diálogos Hidroviáveis” se destaca como uma plataforma essencial para debates técnicos e institucionais no país, abordando questões como políticas públicas, sustentabilidade, modernização da frota e impactos climáticos. Para o segundo dia, a programação inclui painéis estratégicos, que prometem enriquecer ainda mais as discussões sobre o setor.
O evento, que resulta da fusão entre Navegistic Manaus e Navalshore Amazônia, demonstra o fortalecimento do protagonismo da região Norte no cenário logístico internacional. Com a presença de multinacionais, investimentos robustos e debates estratégicos, a feira evidencia que a Amazônia não é apenas um elemento da logística brasileira, mas uma peça central para o futuro do transporte sustentável e competitivo do país.
