Festival de Teatro TRANSamazônicaS em Manaus
O TRANSamazônicaS – Festival de Teatro Trans da Amazônia acontece de 30 de abril a 3 de maio, oferecendo uma programação rica em espetáculos e atividades formativas que visam dar protagonismo a artistas trans e travestis. Com entrada gratuita e acessibilidade em Libras, as atividades serão realizadas em diversos espaços de Manaus.
Idealizado pelo Kuma Espaço de Criação, o festival é resultado do projeto TRANSamazônicaS, que foi contemplado pelo Edital cultura Trans 2024, parte da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. O festival conta com o apoio do Governo do Amazonas através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.
Leia também: Suspeito de Matar Idosa em Manaus é Capturado Após Fuga
Leia também: Ranking dos Vereadores de Manaus: Faltas Chamam Atenção em 2026
Dentre as atrações, destaca-se o espetáculo “Antígona Travesti”, com texto e direção de Renata Carvalho. Essa apresentação ocorrerá nos dias 2 e 3 de maio, às 19h, no Teatro Gebes Medeiros, situado na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro de Manaus. A peça traz uma releitura contemporânea da famosa tragédia de Sófocles, adaptando a narrativa grega para o contexto de uma megalópole moderna. Esta montagem marca a primeira versão da obra construída em colaboração com travestis e mulheres trans amazônidas, resultado de uma residência artística que envolveu 17 artistas locais.
Espetáculos e Atividades Inclusivas
No dia 30 de abril, às 19h, o Teatro Gebes Medeiros também será palco do solo “Deusa Profana”, interpretado por Randy Souza. Este espetáculo aborda experiências de resistência e sobrevivência no universo trans.
Leia também: Prédio em Manaus Alugado por R$ 50 Mil para Migrantes Venezuelanos Continua Vazio
Leia também: Show Solidário em Manaus: Uma Corrente de Apoio ao Cantor Sérgio Queiroz
No dia 1º de maio, o público poderá conferir “As Aventuras da Madama Mimi”, às 19h, na Cufa Amazonas, localizada na avenida Joaquim Nabuco, 2.274, Centro. Com a atuação de Nicka e direção de Francy Junior, o espetáculo apresenta uma fusão de humor e crítica social, visando atingir diferentes públicos.
Diversidade e Representatividade na Arte
Para a produtora e idealizadora do festival, Mariellen Kuma, a curadoria foi pensada para refletir a diversidade das experiências na cena trans. “Criamos uma programação que ressalta a pluralidade de narrativas e corpos trans na Amazônia. O festival também se propõe como uma plataforma para que esses trabalhos possam ganhar visibilidade e alcançar novos espaços”, enfatiza.
Além das apresentações artísticas, o projeto se propõe a desenvolver atividades formativas, como a aula aberta “Encontro Transpofágico”, liderada por Renata Carvalho, que discute temas pertinentes à representatividade e práticas nas artes cênicas.
Com uma programação que combina formação, criação e difusão cultural, o TRANSamazônicaS contribui significativamente para o fortalecimento da arte trans na região, promovendo maior acesso do público a produções contemporâneas.
