Manaus leva experiência do “Nosso Centro” a debate internacional
A revitalização do centro histórico de Manaus ganhou destaque nacional durante o 3º Encontro Internacional de Urbanismo em Áreas Centrais, realizado entre 19 e 22 de maio em Porto Alegre (RS). Representando a Prefeitura de Manaus, o vice-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Pedro Paulo Cordeiro, participou como painelista, apresentando o programa “Nosso Centro”.
O evento reuniu gestores públicos, urbanistas, pesquisadores, investidores e agentes culturais do Brasil e do exterior para debater estratégias relacionadas à revitalização urbana, patrimônio histórico, turismo, desenvolvimento econômico e economia criativa nas áreas centrais das cidades.
Economia criativa como motor da transformação urbana
Pedro Paulo integrou o painel “Economia Criativa como Ativo Estratégico: Além da Cultura, a Vitalidade Urbana”, que abordou temas de cultura, turismo, patrimônio e economia criativa. Ele destacou a importância da economia criativa para impulsionar a transformação dos centros urbanos, ressaltando a troca de experiências entre cidades que variam desde grandes intervenções até ações simples, porém significativas, que fortalecem o senso de pertencimento e ocupação dos espaços históricos.
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Na sua fala, o arquiteto apresentou os resultados do programa “Nosso Centro”, que desde 2021 tem sido financiado exclusivamente pelo Tesouro municipal para reocupar e revitalizar a área central de Manaus. Além disso, mencionou iniciativas culturais como o festival de artes integradas #SouManaus, que em 2025 movimentou mais de 560 mil pessoas e gerou cerca de R$ 150 milhões na economia local.
As perguntas direcionadas à experiência de Manaus focaram especialmente na governança do programa, refletindo o interesse das outras cidades pelas estratégias adotadas na capital amazonense. Segundo Pedro Paulo, isso reforça o reconhecimento do trabalho da Prefeitura de Manaus na área de urbanismo e cultura.
Trocas internacionais e valorização da memória urbana
O encontro também destacou projetos internacionais, como os financiados pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), e iniciativas dedicadas à valorização afetiva e cultural dos centros históricos. Um exemplo citado foi a ação da cidade do Recife, que utiliza “placas de afetividade” com QR Codes para contar histórias de imóveis, comércios e residências históricas, reforçando o vínculo da população com o espaço urbano.
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Pedro Paulo ressaltou a riqueza do evento por reunir soluções variadas, desde grandes obras urbanísticas até ações culturais e turísticas que preservam a memória das cidades. Essas experiências mostram como intervenções de diferentes escalas podem contribuir para a vitalidade dos centros urbanos.
Visita guiada e aprendizado sobre ocupação urbana
A programação incluiu uma visita noturna pelo centro histórico de Porto Alegre, passando por locais simbólicos como a casa de cultura Mario Quintana, a igreja Nossa Senhora das Dores, a praça da Alfândega, o mercado público e o viaduto Otávio Rocha. Para o representante de Manaus, essa experiência foi fundamental para compreender como outras cidades trabalham a valorização do patrimônio, cultura, turismo e convivência nas áreas centrais.
O encontro contou ainda com a palestra magna do arquiteto dinamarquês Jan Gehl, referência mundial em urbanismo humanizado e autor do livro “Cidades para Pessoas”. Ao longo dos quatro dias, especialistas discutiram temas como regeneração urbana, mobilidade, resiliência climática, financiamento e inclusão social, consolidando o evento como uma das principais plataformas de troca sobre revitalização urbana no Brasil.
