Julgamento começa nesta quarta-feira no Fórum Ministro Henoch Reis
O julgamento dos acusados da morte de Débora da Silva Alves, jovem grávida encontrada morta em Manaus, tem início nesta quarta-feira. A 2.ª Vara do Tribunal do Júri será responsável pela sessão, que acontecerá no Fórum Ministro Henoch Reis. Os réus respondem por duplo homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro, violência doméstica e ocultação de cadáver, segundo as informações oficiais do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Testemunhas e procedimentos do julgamento
De acordo com o TJAM, a acusação convocou oito testemunhas para depor durante o julgamento. As defesas de Gil Romero Machado Batista e José Nilson indicaram nove e cinco testemunhas, respectivamente. O processo inclui os interrogatórios dos réus e os debates entre Ministério Público e defesa, que serão conduzidos ao longo da sessão.
Detalhes do caso e investigação
Débora desapareceu no dia 29 de julho de 2023, após sair para encontrar Gil Romero, apontado como pai do bebê que ela esperava. A polícia apurou que ele prometeu entregar dinheiro para a compra do berço da criança. O corpo da jovem, grávida de oito meses, foi encontrado em 3 de agosto em uma área de mata no bairro Mauazinho, Zona Leste de Manaus.
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A Polícia Civil do Amazonas revelou que Débora foi asfixiada e teve o corpo queimado, crime ocorrido na área da Usina Termoelétrica Mauá 2. Segundo a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora e não desejava assumir a gravidez, o que motivaria o crime para esconder a relação e evitar as consequências da gestação.
Prisões e versões apresentadas
Após o crime, Gil Romero e José Nilson teriam colocado o corpo da vítima em um tonel e ateado fogo. O Ministério Público também afirma que o bebê foi retirado do ventre de Débora e jogado no rio. José Nilson foi preso dias depois, enquanto Gil Romero fugiu para o município de Curuá, no Pará, onde foi capturado em 8 de agosto de 2023 durante uma operação conjunta das polícias civis do Amazonas e do Pará.
Durante as investigações, Gil Romero apresentou versões distintas sobre o destino do bebê. Inicialmente, afirmou que a criança havia sido queimada junto com a mãe. Posteriormente, disse que retirou o bebê do ventre de Débora e descartou o corpo no rio.
