Aumento Alarmante dos Feminicídios no Amazonas
O Amazonas registrou um crescimento preocupante no número de feminicídios durante o primeiro trimestre de 2026, com o total de casos dobrando em relação ao mesmo período de 2025. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e repercutidos pelo G1, o Estado, juntamente com Rio Grande do Norte e Sergipe, ocupa o segundo lugar no aumento percentual de feminicídios entre as unidades da Federação, ficando atrás apenas do Amapá.
Durante esses três meses iniciais do ano, o país contabilizou 399 vítimas de feminicídio, o que representa uma mulher assassinada a cada 5 horas e 25 minutos em média. Este é o maior número registrado para o período desde o início do monitoramento, em 2015, evidenciando uma escalada preocupante da violência contra a mulher no Brasil.
Comparativo Entre Estados e Tendências Nacionais
O Amapá teve um aumento de 250% nos casos de feminicídio, passando de 2 ocorrências no primeiro trimestre de 2025 para 7 em 2026. No Amazonas, o crescimento foi de 100%, com os casos saltando de 3 para 6 no mesmo intervalo. São Paulo lidera o ranking absoluto, com 86 feminicídios registrados, seguido por Minas Gerais (42), Paraná (33), Bahia (25) e Rio Grande do Sul (24). Apenas Acre e Roraima não registraram casos neste período.
Leia também: Feminicídio no Amazonas: Seis Casos em 2026; Brasil Registra 399 Vítimas
Leia também: Minas Gerais Adota Novas Leis para Combater Violência contra Mulheres em 2025
Fonte: soudebh.com.br
Em nível nacional, o número de feminicídios no primeiro trimestre de 2026 cresceu 7,55% em relação ao mesmo período do ano anterior. A década mostra uma tendência de alta, com o total de vítimas passando de 125 em 2015 para 399 em 2026, superando os picos anteriores de 2022 e 2024.
Recorde Nacional e Medidas de Proteção em Alta
Em 2025, o Brasil atingiu o maior registro anual de feminicídios, com 1.470 casos, ultrapassando o recorde anterior de 1.464 em 2024. Paralelamente, a Justiça brasileira concedeu 255.123 medidas protetivas no primeiro trimestre de 2026, um recorde para o período. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a cada 30 segundos uma mulher recebe proteção judicial.
O mês de maio de 2026 teve um número histórico de 93.782 medidas protetivas, 13,4% acima do recorde anterior em setembro de 2025. Essas medidas são essenciais para proteger mulheres em situação de risco, geralmente solicitadas pelas vítimas em delegacias especializadas ou diretamente na justiça, conforme a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).
Leia também: Minas Gerais Inicia Projeto Inovador de Combate à Violência Contra Mulheres no Campo
Fonte: triangulodeminas.com.br
Desde o início do monitoramento em 2020, o volume dessas proteções judiciais vem crescendo consistentemente, partindo de cerca de 20 mil medidas por mês para números recordes em 2026. Esse crescimento, embora positivo, evidencia a necessidade contínua de ações eficazes para combater a violência contra a mulher no país.
