Impacto da Paralisação no Comércio Central
A paralisação dos rodoviários em Manaus, que limita a circulação da frota de ônibus a apenas 50% fora dos horários de pico, provocou uma queda significativa no movimento do comércio no Centro da cidade nesta terça-feira (21). A Associação Comercial do Amazonas (ACA) destacou a redução do fluxo de consumidores, reflexo direto das dificuldades impostas pelo transporte público restrito.
O movimento começou na segunda-feira (20) e ainda não tem data para ser encerrado. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a categoria protesta pelo atraso no pagamento dos salários. Em resposta, o vice-governador Serafim Corrêa anunciou no início da noite de terça-feira um pagamento de R$ 18 milhões referentes a valores atrasados do Passe Livre Estudantil, acumulados ao longo de seis meses. A Prefeitura de Manaus, por sua vez, informou que não possui débitos pendentes.
Dificuldades para Consumidores e Comerciantes
De acordo com o presidente da ACA, Bruno Pinheiro, a instabilidade no transporte fez com que muitos consumidores evitassem ir ao Centro por receio de não conseguirem retornar para casa. “Hoje também o movimento no Centro de Manaus foi um movimento bem menor que o natural, principalmente pela instabilidade. O cliente vinha ao centro, efetuava a compra e talvez tenha dificuldade de retornar para casa”, afirmou.
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Além dos consumidores, os próprios comerciantes e funcionários enfrentaram problemas para deslocamento no fim do dia. “Nós temos diversos relatos que às 21h diversos trabalhadores estavam nos terminais de ônibus, tentando retornar para sua casa”, acrescentou Pinheiro.
Funcionamento dos Ônibus e Medidas Judiciais
Na noite de terça-feira, os pontos de ônibus estavam lotados, apesar da redução da frota em circulação. Conforme decisão da Justiça do Trabalho, o Sindicato dos Rodoviários deve garantir a circulação de 80% da frota entre 6h e 9h e das 17h às 20h, enquanto nos demais horários o mínimo exigido é de 50%. O descumprimento pode acarretar multas de R$ 120 mil por hora para o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM).
Educação em Manaus: Normalidade e Adaptações
Mesmo com a paralisação, as escolas municipais continuaram suas atividades normalmente nesta terça-feira, conforme informou a Secretaria Municipal de Educação (Semed). A maioria dos estudantes estuda em unidades próximas às suas residências, o que amenizou os efeitos da redução do transporte público.
Por outro lado, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) optaram por aulas remotas para servidores e estudantes em Manaus. A UEA adotou a medida apenas para o pessoal administrativo, já que está em recesso acadêmico, enquanto a Ufam autorizou o ensino remoto para facilitar o deslocamento em meio à paralisação.
