MPAM não confirma denúncia de Sargento Salazar sobre taxas do Porto de Manaus
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) informou que não há registro de denúncia apresentada pelo vereador e candidato a deputado federal Sargento Salazar (PL) referente às taxas cobradas no Porto de Manaus. A informação foi confirmada após consulta exclusiva ao Radar Amazônico, feita nesta terça-feira (25). A ausência de registro contradiz o anúncio feito pelo próprio parlamentar em agosto de 2025, quando publicou vídeo nas redes sociais afirmando que formalizaria uma denúncia sobre as cobranças que provocaram críticas e repercussão na internet.
Críticas de Salazar e ausência de procedimento formal
Na publicação, Sargento Salazar questionava os valores cobrados no Porto de Manaus, principalmente as tarifas de acesso para pedestres e outros serviços do terminal. O vereador atribuiu a responsabilidade ao Governo do Amazonas, então comandado por Wilson Lima (União Progressista), classificando as cobranças como abusivas e utilizando termos como “roubo” para denunciar a situação.
Contudo, ao consultar o protocolo do MPAM, não foi localizado nenhum procedimento ou denúncia registrada em nome de Alexandre Salazar ou Sargento Salazar relacionada às taxas do porto. O setor de comunicação do MPAM destacou que não há qualquer registro formal dessa natureza, embora existam denúncias do vereador sobre outros temas. O órgão solicitou que, caso o vereador possua algum documento ou número de protocolo, o envie para análise e localização adequada.
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Decisão judicial e silêncio do vereador
Após as críticas públicas, o juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, determinou a remoção do vídeo publicado por Salazar, por conter informações consideradas falsas sobre as cobranças e a responsabilidade do Governo do Amazonas. A decisão ressaltou que a gestão do porto é federal e não estadual, e que a responsabilidade pela definição das tarifas não cabe diretamente ao governador.
A determinação judicial exigiu que o vídeo fosse retirado em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 30 mil. Desde então, não foram registradas novas manifestações públicas do vereador sobre o tema, o que levanta questionamentos sobre o motivo do silêncio em relação ao Porto de Manaus.
Relação entre o porto e aliados políticos
O Porto de Manaus está sob tutela do governo federal, e a empresa responsável pela operação do terminal pertence a Alessandro Bronze Toniza, empresário e lobista, que é 1º suplente a senador pela chapa de Alberto Neto (PL), aliado político de Sargento Salazar. Essa ligação política pode influenciar as ações e posicionamentos dos envolvidos, ainda que não haja confirmação oficial sobre o impacto dessa relação no silêncio do vereador.
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Pedido de esclarecimento à assessoria de Salazar
O Radar Amazônico entrou em contato com a assessoria de comunicação do vereador para solicitar esclarecimentos sobre a ausência de denúncia formal e o silêncio após as críticas iniciais. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
