Dados Alarmantes sobre SRAG no Norte do Brasil
A edição mais recente (19 de dezembro de 2025) do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta um preocupante aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na Região Norte do Brasil. Estados como Acre, Amazonas, Pará e Tocantins têm sido severamente atingidos pela circulação do vírus influenza A, afetando em maior parte a população adulta e idosa.
Além da Região Norte, o boletim também identificou um aumento das hospitalizações por influenza A em alguns estados do Nordeste, como Bahia, Maranhão e Piauí, assim como em Santa Catarina, na Região Sul. A situação no Espírito Santo indica uma possível retomada no crescimento das internações devido a essa mesma enfermidade.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e colaboradora do Boletim InfoGripe, enfatiza a necessidade urgente da vacinação contra a influenza, especialmente na Região Norte, onde a campanha de imunização está iniciando.
“Este é o momento crucial para a vacinação contra a influenza A na Região Norte. Por isso, é essencial que as pessoas pertencentes aos grupos de risco se vacinem o quanto antes, para que possam se proteger de casos graves e até mesmo óbitos decorrentes do vírus”, afirmou Portella.
Cenário Nacional de SRAG: Uma Lente de Esperança
Embora o cenário na Região Norte seja alarmante, os dados nacionais apresentam um quadro encorajador em algumas áreas. Nas últimas seis semanas, o Brasil registrou sinais de queda na tendência de longo prazo de casos de SRAG, bem como uma estabilização ou oscilações na tendência de curto prazo nas últimas três semanas.
No entanto, seis unidades da federação ainda enfrentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendências de crescimento a longo prazo. Esses estados incluem Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso e o Distrito Federal.
Cinco capitais também estão inseridas nesse quadro crítico: Rio Branco (AC), Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO) e Macapá (AP).
Análise dos Casos e Óbitos por SRAG em 2025
Em 2025, o Brasil registrou 224.721 casos de SRAG. Desses, 117.541 (equivalente a 52,3%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, enquanto 84.004 (37,4%) apresentaram resultado negativo e pelo menos 8.791 (3,9%) ainda aguardam confirmação.
Entre os casos positivos, a distribuição dos tipos de vírus identificados foi a seguinte: 37,4% foram por vírus sincicial respiratório (VSR), 29,3% rinovírus, 23,1% influenza A, 8,5% Covid-19 e 1,2% influenza B.
Em relação ao impacto mais grave da SRAG, foram registrados 13.234 óbitos em decorrência da doença em 2025. Desses, 6.687 (50,5%) tiveram confirmação laboratorial de algum vírus respiratório, 5.315 (40,2%) apresentaram resultado negativo e ao menos 210 (1,6%) ainda estão sob análise.
Entre os óbitos confirmados, a predominância dos agentes identificados foi da seguinte forma: 24,4% foram atribuídos à Covid-19, 14,7% a rinovírus, 11% a VSR, 8,2% a influenza A e 1,8% a influenza B.
O levantamento realizado pelo InfoGripe se baseia em dados atualizados até o dia 13 de dezembro, referentes à Semana Epidemiológica (SE) 50, oferecendo uma visão clara dos desafios enfrentados pela saúde pública no Brasil. Para mais detalhes, consulte o boletim completo.
