Expectativa de Implementação do Acordo
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (15) que o tão aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) deve entrar em vigor no segundo semestre deste ano. “Um acordo que foi trabalhado por 25 anos e finalmente será assinado no sábado (17)”, afirmou Alckmin, demonstrando otimismo com a nova fase das negociações.
O ministro explicou que, após a assinatura, o Parlamento Europeu deverá aprovar sua legislação, enquanto o Brasil também irá internalizar o acordo. Alckmin acredita que a aprovação da lei deve ocorrer ainda neste primeiro semestre, garantindo que o acordo entre em vigor de imediato na segunda metade do ano.
Impactos Econômicos para o Mercosul
Durante uma entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Alckmin avaliou a magnitude do acordo. Este é considerado o maior entre blocos econômicos do mundo, abrangendo cerca de 720 milhões de pessoas e um mercado estimado em US$ 22 trilhões.
“São cinco países integrantes do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e, mais recentemente, a Bolívia – aliados aos 27 países da União Europeia, reconhecidos entre os mais ricos do planeta. Isso se traduz em um aumento nas exportações brasileiras”, detalhou Alckmin. O acordo promete zerar tarifas, estabelecendo um comércio livre, mas pautado por regras.
Benefícios para a Sociedade e o Mercado de Trabalho
Com a implementação do acordo, ganhos significativos são esperados para a sociedade, pois os consumidores terão acesso a produtos mais acessíveis e de melhor qualidade. Alckmin enfatizou que o comércio exterior é crucial para a geração de empregos, citando que algumas empresas dependem das exportações para a sua sobrevivência, dado que o mercado interno não é suficiente para mantê-las ativas.
“Aumentar a exportação é uma questão de sobrevivência para muitas empresas. O comércio exterior, hoje, é emprego na veia”, completou o ministro, ressaltando a importância do acordo para a economia nacional.
Um Exemplo de Diálogo em Tempos Difíceis
Alckmin ainda destacou o simbolismo do acordo, considerando-o um exemplo em tempos de instabilidade política e geopolítica global, com conflitos e protecionismos em diversas regiões. “Em um contexto onde muitos países enfrentam dificuldades, mostramos que é possível fortalecer o multilateralismo por meio do diálogo e da negociação”, disse o vice-presidente, enfatizando a importância do livre comércio.
Ao concluir, Alckmin expressou sua expectativa de que o acordo seja um modelo a ser seguido, promovendo não apenas o comércio, mas também a solidariedade entre nações em um mundo cada vez mais interconectado.
