Grupo em Dubai em Situação Delicada
Cerca de 30 amazonenses integrantes do movimento Legendários estão enfrentando dificuldades para deixar Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, devido ao cancelamento de voos resultante do impacto de destroços de um drone interceptado, durante um recente conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, neste último fim de semana. A situação se agravou com a suspensão das operações no aeroporto da cidade.
Os amazonenses viajaram ao país para participar do evento “Top Dubai”, uma expedição no deserto que ocorreu entre 25 e 28 de fevereiro e contou com a presença de participantes do movimento Legendários de diversas partes do mundo. O retorno estava agendado para domingo (1º), mas as circunstâncias inesperadas interromperam o planejamento.
Em uma publicação em suas redes sociais, Leno Gomes, coordenador do movimento Legendários no Amazonas, tranquilizou os envolvidos ao afirmar que todos estão bem e seguros nos hotéis, aguardando orientações sobre a reabertura do aeroporto e novos procedimentos das companhias aéreas. “Estamos bem, estamos seguros aqui, estou no quarto de hotel, acabei de chegar (…) Tinha passagens marcadas para amanhã e não conseguimos sair, ninguém entra, ninguém sai. O espaço aéreo está fechado até segunda ordem, mas estamos bem aqui”, compartilhou Gomes.
Na segunda-feira (2), o aeroporto de Dubai estava deserto e fechado, mas o governo local anunciou que as operações de pouso e decolagem foram parcialmente retomadas. A gestora dos aeroportos em Dubai informou que os voos voltarão a ocorrer “de forma limitada” e recomendou que os passageiros se dirijam aos terminais somente quando forem contatados pelas companhias aéreas.
Contexto do Conflito no Oriente Médio
Enquanto isso, a situação geopolítica na região continua tensa. No último sábado (28), Estados Unidos e Israel realizaram um ataque maciço ao Irã, desencadeando uma escalada de hostilidades entre os três países. Explosões foram documentadas na capital iraniana, Teerã, e em várias outras cidades do país.
Os dois aliados justificaram a ofensiva alegando a necessidade de neutralizar o programa nuclear do Irã e prevenir a potencial fabricação de armamentos nucleares. O governo iraniano, por sua vez, nega veementemente qualquer intenção bélica, afirmando que seu projeto nuclear é puramente pacífico.
O resultado dos bombardeios foi devastador, levando à morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, além de outros altos oficiais do governo iraniano. De acordo com informações da organização humanitária Crescente Vermelho do Irã, o número total de fatalidades desde o início dos ataques chega a 555.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra alvos israelenses e bases militares dos EUA na região, e a troca de ataques se intensificou desde então, com bombardeios diários afetando Israel, o Irã e até mesmo outros países vizinhos.
A administração dos Estados Unidos reportou a morte de três de seus militares desde o início do conflito, levando o presidente Donald Trump a prometer vingança. “Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, declarou Trump em um pronunciamento no domingo.
