Execução em Tarumã
No dia 27 de outubro, Francisco Marques, popularmente conhecido como ‘Max’, foi brutalmente assassinado em um sítio localizado no Tarumã, em Manaus. A execução foi realizada por homens encapuzados e fortemente armados com fuzis. Além de Max, outro homem, cuja identidade não foi divulgada, também perdeu a vida no incidente. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está à frente das investigações.
Francisco tinha um histórico criminal significativo. Ele foi condenado a uma pena de 64 anos e oito meses de reclusão em regime fechado por sua participação em uma chacina que ocorreu em 2015 no bairro Santa Etelvina. Curiosamente, em 2018, havia sido inicialmente absolvido, mas a decisão foi contestada pelo Ministério Público, levando à anulação da absolvição e a um novo julgamento.
No segundo júri, os jurados o consideraram culpado pelo homicídio qualificado de quatro vítimas. De acordo com a denúncia, o ex-policial foi contratado para assassinar uma das vítimas e teria recebido R$ 10 mil pelo serviço, enquanto as demais mortes aconteceram devido à presença delas no local e ao manuseio de armas de fogo, segundo os documentos do processo.
Imagens reveladoras e investigações em andamento
As circunstâncias da morte de Francisco foram capturadas por câmeras de segurança, que mostram o momento em que ele foi abordado por quatro indivíduos armados. As gravações revelam que ele foi agredido e levado a um cômodo separado, onde foi executado com disparos. A cena foi chocante e levanta diversas questões sobre a motivação por trás do crime.
Além do ex-policial, um segundo homem também foi encontrado morto no local, com seu corpo localizado dentro de um carro estacionado no sítio. O caso tem gerado bastante repercussão e a polícia está investigando possíveis conexões entre as mortes e o passado criminoso de Max.
Fontes da Rede Amazônica relatam que a polícia está considerando duas principais linhas de investigação. A primeira investiga a possibilidade de que o assassinato tenha sido motivado por um acerto de contas envolvendo outros policiais militares. A segunda hipótese sugere que a participação de familiares de Max no crime pode ser uma realidade. Cada uma dessas linhas de investigação revela a complexidade do caso, que liga o passado criminal de Max ao violento desfecho de sua vida.
A situação em Manaus, marcada por conflitos e execuções, continua a ser uma preocupação para a segurança pública, e a morte de Francisco só intensifica o debate sobre a violência nas comunidades. Com a polícia empenhada em esclarecer os fatos, a sociedade aguarda respostas sobre os motivos e os responsáveis por esse crime brutal.
