Morte de Professor Choca Comunidade Acadêmica
Na noite de sexta-feira, 6 de outubro, o professor Davi Said Aidar, um dos maiores especialistas em abelhas na Amazônia, foi brutalmente assassinado a tiros em um bar localizado em Manaus. Com 62 anos, Aidar lecionava na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), onde se destacou por suas contribuições ao estudo e à preservação das abelhas da região. De acordo com relatos iniciais, homens encapuzados entraram no estabelecimento e dispararam contra o docente, levando a polícia a abrir uma investigação através da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.
A trajetória de Davi Aidar na academia foi marcada por pesquisas significativas, focadas no manejo e na criação de abelhas silvestres, essenciais para o ecossistema amazônico. O professor atuava nas áreas de zootecnia, meliponicultura e apicultura, e foi coordenador do Laboratório de Abelhas da Ufam. Seus trabalhos científicos e sua dedicação ao tema renderam-lhe reconhecimento nacional e internacional, fazendo dele uma referência para estudantes e pesquisadores.
Em uma nota oficial, a Universidade Federal do Amazonas expressou seu profundo pesar pela perda do professor Aidar. “A Ufam lamenta o falecimento do professor titular Davi Said Aidar, vinculado à Faculdade de Ciências Agrárias, cuja carreira foi marcada pela incansável dedicação aos estudos das abelhas”, destacou a instituição, refletindo a tristeza e a indignação que permeiam a comunidade acadêmica diante desse crime.
Davi Aidar, professor na Ufam desde 2002, formou-se em Zootecnia pela Fundação Universidade Estadual de Maringá e obteve mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa. O docente também possuía doutorado em Entomologia pela Universidade de São Paulo e um pós-doutorado em Genética Molecular. A polícia continua a investigar as circunstâncias em que ocorreu o crime, buscando entender não apenas os autores, mas também a motivação por trás desse ato violento.
A morte do professor não apenas interrompe uma carreira brilhante, mas também levanta importantes questões sobre a segurança de profissionais acadêmicos na Amazônia, uma região que já enfrenta diversos desafios sociais e ambientais. A repercussão do assassinato de Aidar poderá, quem sabe, trazer à luz a necessidade de mais proteção e atenção às ameaças enfrentadas por aqueles que dedicam suas vidas ao ensino e à pesquisa.
