Imagens em Vídeo Geram Polêmica e Prisão
A Polícia Civil de Manaus efetuou a prisão de uma blogueira após a divulgação de um vídeo polêmico, onde ela aparece dançando com armas supostamente ligadas ao tráfico de drogas. As autoridades alegam que as imagens configuram apologia ao crime, porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa. A detenção foi realizada por agentes do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Até o fechamento desta reportagem, o g1 não conseguiu localizar a defesa da blogueira para comentar sobre o incidente. As investigações começaram em 28 de dezembro, logo após as imagens se tornarem virais na internet. No registro, a blogueira, identificada como Bárbara, se junta a Carla Priscila do Nascimento Marques, que se encontra foragida, ambas exibindo armas de fogo.
Armas Ligadas a Criminoso Conhecido
Durante a apuração dos fatos, a polícia identificou que as armas mostradas no vídeo pertenciam a Jefferson Rhuan Barros de Lima, conhecido na região como “Rhuan Cagão”, um dos líderes do tráfico de drogas no bairro Compensa, localizado na Zona Oeste de Manaus. Jefferson Rhuan já possui um extenso histórico criminal, tendo sido preso por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo, roubo e homicídio qualificado. Atualmente, ele cumpre pena em regime aberto e responde a outros processos enquanto está solto.
A investigação revelou que Bárbara Keully e Carla Priscila foram cooptadas por uma facção criminosa para auxiliar no tráfico, especialmente na guarda de armas e outros materiais ilícitos. A prisão de Bárbara ocorreu na avenida Max Teixeira, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus, em cumprimento a um mandado de prisão temporária.
Consequências Legais e Próximos Passos
A blogueira responderá pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e apologia ao crime. Após os procedimentos necessários na delegacia, ela será encaminhada para uma audiência de custódia, onde permanecerá à disposição da Justiça. Este caso levanta questões sérias sobre a influência das redes sociais e a responsabilidade dos indivíduos ao compartilhar conteúdos que glorificam comportamentos criminosos.
