Importância da Retomada das Obras na BR-319
Na última terça-feira (31), o Ministério dos Transportes anunciou a abertura de edital para a pavimentação de 340 quilômetros do ‘trecho do meio’ da BR-319, uma rodovia vital que conecta o estado do Amazonas ao restante do país. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) comemorou a iniciativa, afirmando que essa obra é crucial para eliminar o isolamento terrestre de Manaus e do Amazonas em relação às demais regiões do Brasil. Com um investimento estimado em R$ 670 milhões, a expectativa é que os editais de licitação sejam publicados no dia 10 de abril no Diário Oficial da União, com a abertura das propostas marcada para 30 de abril.
Essas intervenções estavam suspensas desde julho de 2024, em decorrência de uma decisão judicial, mas agora serão retomadas com base em novas diretrizes estabelecidas pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que facilitou as exigências para obras em trechos já existentes.
O documento que dá início ao serviço inclui a construção de uma ponte sobre o rio Igapó Açu, localizada no km 260,7 da rodovia, que liga Manaus/AM à divisa com Rondônia. A revitalização da BR-319 é uma das principais bandeiras de Eduardo Braga durante seu mandato no Senado, que classificou a data como um marco histórico.
Expectativas para o Início das Obras
Durante o anúncio, realizado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, em Brasília, o senador Bruno Araújo e outros parlamentares também participaram da celebração. O ministro destacou que Manaus é uma das poucas cidades do mundo, com população superior a 2 milhões de habitantes, que não possui ligação terrestre com outras regiões. “A obra vai tirar as pessoas da lama, no inverno, e da poeira, no verão”, afirmou Renan Filho, ressaltando a importância do projeto.
As obras estão previstas para começar em maio, e o ministro também mencionou a construção da ponte do Igapó Açu, projetada para ter 320 metros de extensão. O projeto será executado por uma empresa contratada sob regime semi-integrado, que abarcará tanto a elaboração do projeto executivo de engenharia quanto a construção propriamente dita.
Melhorias e Contribuições Futuras
Além da ponte, o Ministério dos Transportes planeja implementar o Plano de Melhoramento e Pavimentação da BR-319 em quatro lotes, abrangendo um trecho de 339,4 km que vai do Igarapé Atíi ao Igarapé Realidade. O valor total da contratação será de R$ 678 milhões, e o prazo para a execução dos serviços é de três anos.
Em resposta a Braga, o diretor do DNIT, Fabrício Galvão, garantiu que há um esforço para que todas as pontes de madeira da rodovia estejam em obras até o final do ano. O ministro Renan Filho também elogiou a emenda do senador Eduardo Braga, que propiciou a alteração na legislação permitindo a dispensa de determinados trâmites para rodovias já existentes. “Uma rodovia já pavimentada não precisa passar pelo mesmo processo que uma rodovia nova”, salientou.
A Relevância da BR-319 para a Região
A rodovia BR-319, com uma extensão total de 885 quilômetros, é o único elo terrestre que liga os estados do Amazonas e Roraima ao restante do Brasil. Inaugurada em 1976, a via conecta as capitais Manaus e Porto Velho, desempenhando um papel fundamental na integração territorial da região. Sua importância é especialmente evidente durante a seca severa dos rios, quando se torna a principal rota para abastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos para uma população de aproximadamente 4,6 milhões de pessoas.
Além de facilitar o transporte de mercadorias, a BR-319 é essencial para o desenvolvimento da Zona Franca de Manaus e para a mobilidade de passageiros. Eduardo Braga, ao longo de seus dois mandatos no Senado, tem defendido incessantemente melhorias na rodovia, garantindo que as intervenções respeitem a proteção ambiental. “Não é porque estamos na Amazônia que devemos permanecer aprisionados ao subdesenvolvimento e ao desemprego. Precisamos de uma interligação rodoviária com o Brasil, e essa interligação é a BR-319”, declarou Braga recentemente.
Atualmente, cerca de 400 quilômetros da rodovia, conhecidos como ‘trecho do meio’, ainda não estão pavimentados, o que compromete seriamente a logística e a segurança dos usuários. A recuperação completa da estrada é considerada uma medida essencial para assegurar a soberania territorial e a estabilidade econômica de Manaus, a maior metrópole da Amazônia.
