Tensão e Mobilização no Cenário Internacional
No último sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas realizaram um ataque em larga escala na Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que teriam sido retirados do país. Em uma postagem em sua plataforma Truth Social, Trump declarou: “Os Estados Unidos da América executaram com êxito um ataque de grande escala, capturando Maduro e sua esposa, que foram transportados para fora da Venezuela por via aérea.” Essa informação é parte de um cenário de crescente tensão e instabilidade na região.
O anúncio de Trump foi precedido por uma série de explosões em Caracas e em estados vizinhos como Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram ataques a infraestruturas vitais, como o Forte Tiuna, que abriga o Ministério da Defesa, e a base aérea de La Carlota. Essa ação foi imediatamente condenada pelo governo venezuelano, que havia anteriormente denunciado uma “grave agressão militar” e decretado estado de emergência.
Vladimir Padrino López, ministro da Defesa da Venezuela, fez um apelo à união e à resistência, afirmando que o país estava seguindo as “ordens de Maduro” para mobilizar suas forças armadas. “Eles nos atacaram, mas não nos subjugarão”, declarou López em um pronunciamento em vídeo, ressaltando a determinação do governo em resistir ao que considera uma intervenção militar.
Escalada de Pressões e Consequências Regionais
O anúncio impactante de Trump se dá em um contexto de intensificação das pressões militares e econômicas dos EUA sobre Maduro, que enfrenta desafios significativos devido à situação econômica da Venezuela, dependente das exportações de petróleo. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo, o que o torna um alvo estratégico. Em declarações anteriores, Trump sugeriu que o mais “inteligente” para Maduro seria renunciar ao cargo, enfatizando que os dias de seu governo estavam “contados”.
Surpreendentemente, o anúncio da captura de Maduro ocorreu dois dias após o líder venezuelano ter buscado iniciar diálogos com Washington, oferecendo cooperação no combate ao tráfico de drogas e na migração ilegal. Isso levanta questões sobre as intenções americanas e a real natureza da resposta à crise na Venezuela.
Trump justificou sua posição contra a Venezuela com base na alegação de que o país é um fornecedor significativo de narcóticos e que também confiscou interesses petrolíferos americanos. Embora o governo dos EUA não tenha pedido explicitamente a destituição de Maduro, muitos países, incluindo na Europa, não reconhecem sua legitimidade após a polêmica reeleição em 2024.
Presença Militar e Resposta dos EUA
Nos últimos meses, Washington tem aumentado sua presença naval e aérea no Caribe, destacando o porta-aviões USS Gerald R. Ford e diversos outros navios de combate. As forças americanas também apreenderam dois petroleiros em águas internacionais como parte de um bloqueio petrolífero contra a Venezuela, além de terem realizado ataques aéreos que resultaram em mais de 100 mortes, visando embarcações acusadas de tráfico de drogas.
Na segunda-feira, Trump informou a jornalistas que os Estados Unidos haviam atacado e destruído uma área de atracação utilizada por supostas embarcações de narcotráfico, o que foi interpretado como um marco significativo na campanha militar dos EUA em solo venezuelano. Essa situação continua a ser monitorada de perto, à medida que o governo venezuelano procura mobilizar suas forças em resposta a essa escalada militar.
