CBJJ e IBJJF Tomam Medidas Rigorosas
A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) e a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF) anunciaram nesta terça-feira (28) a expulsão definitiva do treinador Melqui Galvão. O banimento segue sua prisão sob a acusação de estuprar uma jovem de 17 anos em Manaus. As entidades deixaram claro que não tolerarão comportamentos que coloquem em risco a segurança dos praticantes, especialmente quando se trata de menores de idade.
As confederações emitiram um comunicado expressando profunda indignação pela situação: “Rejeitamos veementemente qualquer conduta que viole a integridade e a segurança dos atletas. A CBJJ e a IBJJF estão comprometidas em garantir ambientes seguros e respeitosos para todos os envolvidos no esporte”. O treinador, que se encontra em prisão preventiva, foi banido de qualquer atividade ou evento promovido pelas federações.
Gravidade das Acusações e Impacto na Comunidade
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O caso ganhou destaque na mídia após a Justiça de São Paulo determinar a prisão temporária de Galvão, que também atua como policial civil em Manaus. De acordo com as investigações, a violência sexual teria ocorrido durante uma competição em Roma, na Itália, no mês de fevereiro deste ano. A vítima, que treina com o treinador desde dezembro de 2024, relatou o abuso à Delegacia de Defesa da Mulher, levando a um inquérito policial.
A polícia também revelou que Melqui Galvão tentou intervir na investigação ao enviar mensagens à família da vítima, o que resultou em sua prisão e subsequente confissão do crime. Além das acusações de estupro, há suspeitas de que o treinador ofereceu vantagens para que a vítima e sua família mantivessem silêncio sobre os abusos.
Investigação e Possíveis Novas Vítimas
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A investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo sugere que os abusos cometidos por Galvão podem não ser isolados. Segundo a delegada responsável pelo caso, outras vítimas foram identificadas e seus relatos apontam para um padrão de comportamento preocupante do treinador. Uma vítima adicional, que denunciou ter sofrido abuso aos 12 anos, foi localizada, e outras mulheres também tentaram fazer denúncias.
Alunas que se pronunciaram anonimamente em entrevistas relatam que as conexões de Melqui com policiais têm dificultado a formalização de queixas. O treinador é conhecido por ter treinado diversos agentes do Bope do Rio de Janeiro e frequentemente é visto em fotos ao lado de figuras proeminentes da Polícia Civil do Amazonas.
Perfil de Melqui Galvão e Consequências da Prisão
Melqui, de 47 anos, reside em São Paulo, onde também é investigador de polícia. Ele possui academias na capital paulista e em Jundiaí. A prisão do treinador ocorreu em Manaus, após uma operação que se deu na sua residência em Jundiaí, em cumprimento a uma ordem judicial. Na esfera financeira, Melqui tem um salário aproximado de 30 mil reais, com descontos que o deixam com cerca de 20 mil.
Após a revelação das acusações e o banimento, a CBJJ e a IBJJF destacam a importância de incentivar as vítimas a se manifestarem e denunciarem casos semelhantes. “É fundamental que aqueles que sofreram abusos se sintam acolhidos e encorajados a buscar justiça”, afirmaram as confederações.
