Estelionato e Tráfico de Drogas: A História de Mirian Mônica
Antes de se tornar um nome conhecido nas investigações de um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, a influenciadora e empresária Mirian Mônica da Silva Viana, mais conhecida como “Cavalona do Pó”, já havia enfrentado a Justiça por estelionato. Em 2019, a sentença resultou em um ano de reclusão e 10 dias-multa, a serem cumpridos em regime aberto.
No processo anterior, uma vítima relatou que, em fevereiro do mesmo ano, encontrou um anúncio online de venda de um Hyundai Creta e iniciou a negociação de forma remota. O comprador se encontrou pessoalmente com um indivíduo que se passava pelo proprietário do veículo. Após demonstrar interesse, as tratativas se deslocaram para o WhatsApp.
Seguindo as instruções do suposto vendedor, a vítima fez depósitos em contas indicadas por Mirian, acreditando estar realizando uma transação legítima. Porém, ao tentar retirar o carro, a vítima foi surpreendida ao descobrir que havia caído em um golpe.
O prejuízo totalizou R$ 65 mil. Em seu depoimento, a vítima relatou que registrou uma ocorrência policial junto ao verdadeiro proprietário do veículo e enfrentou dificuldades para recuperar os valores, já que as contas usadas pertenciam a “laranjas”. Até o momento, o dinheiro não foi recuperado.
Passados alguns anos da condenação, Mirian voltou a ser alvo de investigações, desta vez em um contexto muito mais complicado. Ela foi presa em 15 de dezembro de 2025, em Rio Verde (GO), durante uma operação da Polícia Rodoviária Federal.
Na abordagem, dois veículos estavam em conjunto: um deles, onde Mirian estava, atuava como “batedor”, enquanto o outro transportava aproximadamente 29,7 kg de skunk, escondidos na estrutura do veículo. As investigações indicam que a droga tinha como origem Manaus (AM) e destino Brasília (DF), com os envolvidos agindo de forma coordenada.
Operação e Lavagem de Dinheiro
Além do transporte de entorpecentes, a empresária é suspeita de utilizar uma loja de calçados para movimentar dinheiro oriundo do tráfico. A investigação também revelou que a empresa recebeu valores de vários indivíduos ligados ao tráfico no Distrito Federal, incluindo aqueles envolvidos na apreensão de grandes quantidades de haxixe que deram origem à operação policial.
Nas redes sociais, Mirian exibia uma vida que parecia incompatível com sua renda declarada. Em diversas postagens, ela mostrava:
- Viagens internacionais;
- Resorts de alto padrão;
- Passeios de lancha;
- Experiências de luxo em destinos exóticos e praias paradisíacas.
Tais imagens reforçavam uma imagem de sucesso empresarial, que agora é vista pelas autoridades como uma possível fachada para ocultar recursos ilícitos.
A investigação teve início após a apreensão de mais de 47 kg de haxixe no Distrito Federal, revelando uma estrutura criminosa que atuava como entreposto de drogas, abastecendo traficantes em várias regiões. O grupo se utilizava de:
- Empresas de fachada;
- Laranjas;
- Plataformas de apostas ilegais.
Todas essas estratégias eram destinadas a movimentar e lavar dinheiro em diferentes partes do Brasil.
