Crescimento do Comércio Varejista no Amazonas
O comércio varejista do Amazonas teve um início promissor em 2026, com um aumento de 4,8% nas vendas em janeiro em comparação a dezembro, conforme dados divulgados na última quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Esse desempenho coloca o estado em terceiro lugar no ranking nacional, superando gigantes como São Paulo, que registrou uma alta de apenas 0,9%, e o Rio de Janeiro, com 1,1%.
No comparativo anual, o setor mostrou uma recuperação, com um crescimento de 0,9% em relação a janeiro de 2025, encerrando um período de quatro meses consecutivos de retração. Em um panorama mais abrangente, o comércio varejista ampliado, que considera também veículos, motos, peças e materiais de construção, teve um incremento de 2,9% em relação a dezembro e um aumento de 2,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, um desempenho que supera as médias nacionais.
Indicadores de Otimismo para o Setor
De acordo com o IBGE, os resultados apresentaram um sinal de otimismo gradual, sugerindo uma possível recuperação da confiança do consumidor nos meses seguintes. Isso é um indicador importante para a saúde do comércio, especialmente após períodos de instabilidade econômica.
Abaixo, confira o ranking dos cinco estados que mais se destacaram no comércio varejista em janeiro de 2026:
- Pernambuco: +5,5%
- Rondônia: +5,5%
- Amazonas: +4,8%
- São Paulo: +0,9%
- Rio de Janeiro: +1,1%
Pernambuco e Rondônia lideraram o crescimento no país, enquanto o Amazonas se firma como um player relevante no cenário nacional. Em contrapartida, a Bahia apresentou a maior queda, com uma retração de -1,4%.
Desempenho Nacional e Segmentos em Alta
Dentre os oito segmentos analisados pelo IBGE, quatro mostraram aumento no volume de vendas entre dezembro e janeiro, destacando-se especialmente o setor farmacêutico com um crescimento de 2,6%. Os avanços foram observados também nos seguintes setores:
- Tecidos, vestuário e calçados: +1,8%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: +1,3%
- Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: +0,4%
Por outro lado, alguns segmentos enfrentaram desafios, com o setor de móveis e eletrodomésticos estagnado, e outros como equipamentos para escritório e combustíveis apresentando quedas significativas.
No Amazonas, o comércio ampliado teve um desempenho superior à média nacional em quase todos os indicadores, com um acumulado de 12 meses de 1,0%, enquanto o Brasil registrou uma estabilidade de 0,0%. Isso reforça a resiliência e o potencial de recuperação do comércio na região.
