Almeida Minimiza Críticas e Foca no Reconhecimento Popular
No evento de lançamento da pré-candidatura de Marcos Rotta (PDT) ao Senado, realizado em 11 de março, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), se destacou ao comentar sua própria pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições de 2026. Durante a coletiva de imprensa no Comfort Hotel, Almeida respondeu de forma contundente às acusações de isolamento político, especialmente no interior, onde adversários têm o apoio de prefeitos e lideranças locais. Segundo ele, já manteve diálogo com representantes de 59 dos 62 municípios do Amazonas.
Almeida minimizou a relevância de alianças políticas, lembrando que em 2018, mesmo sem uma estrutura robusta ou apoios significativos, conquistou uma votação expressiva, superando candidatos que contavam com o respaldo de grandes prefeituras. “Não estou preocupado com apoios de prefeitos. Em 2018, venci em vários municípios apenas com o nosso trabalho”, afirmou.
Reconhecimento do Povo como Diferencial
O prefeito acredita que o reconhecimento popular será mais significativo do que as alianças estabelecidas entre lideranças políticas. Ele ressaltou que, ao visitar Manaus, os moradores do interior têm notado as transformações na cidade e anseiam por melhorias em suas regiões, que enfrentam problemas graves como ruas congestionadas e sistema de saúde deficitário.
“Em 2026, provavelmente, terei mais votos no interior do que na capital, pois o povo está cansado de ser enganado”, projetou Almeida, confiante de que a vontade de mudança da população prevalecerá sobre a influência das lideranças políticas que apoiam a oposição em suas localidades.
Motivações para a Disputa
Durante a coletiva, Almeida expôs que sua decisão de concorrer ao governo é uma resposta à estagnação percebida na administração estadual. “Não vi um hospital construído em 8 anos. É por isso que sou candidato”, disparou, ressaltando ainda a falta de novas delegacias, maternidades e escolas estaduais em um contexto de crescente violência e com a educação do estado em posições desfavoráveis no Brasil.
Para conquistar o eleitorado, David Almeida utiliza os resultados de sua gestão na capital como referência. Ele destaca que, com um orçamento de R$ 11 bilhões — que representa menos de um terço dos R$ 36 bilhões do estado no último ano —, ele conseguiu reformar, ampliar ou construir 128 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 392 escolas, além de recuperar mais de 3.600 ruas.
Assim, sua estratégia se torna evidente: mostrar ao eleitor que, ao ter feito mais com menos recursos na capital, está plenamente capacitado para solucionar os problemas de infraestrutura que afligem os municípios do interior.
