Horário e formato do debate na Globo
O debate presidencial da TV Globo está marcado para as 21h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (01/10), logo após o Jornal Nacional, ocupando pela primeira vez o horário nobre da novela. A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que optou por não participar, marca o evento. Lula já havia adotado essa estratégia, não comparecendo a debates no primeiro turno das eleições e concedendo entrevistas em horários alternativos, como ao Flow Podcast nesta quinta-feira, às 20h45, e à rede Record durante o debate da Band em 23 de agosto.
Participantes e decisão do TSE
Estão confirmadas as participações dos candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A inclusão de Zema foi determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, após pedido da legenda para considerar a atual bancada de cinco parlamentares no Congresso, requisito para participação obrigatória nos debates. A TV Globo também comunicou às campanhas que poderá convidar outro candidato caso algum dos convocados desista, como foi o caso de Lula.
Repercussão e batalhas judiciais
Renan Santos (Missão) busca na Justiça Eleitoral uma liminar para garantir sua participação no debate, alegando que as regras da Globo permitem o convite ao candidato melhor posicionado nas pesquisas caso um dos participantes obrigatórios falte. Segundo nota da campanha, Santos aparece em terceiro lugar nas pesquisas Quaest, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro. Até o momento, apenas um debate foi realizado, promovido pela Band, com a participação de Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury.
Disputa entre candidatos e estratégia de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro, que também não participou do debate na Band, confirmou sua presença no encontro da Globo, mesmo com Lula ausente. Nas pesquisas eleitorais, Lula e Flávio aparecem como os principais concorrentes. No Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, Lula está com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38% de Flávio Bolsonaro, considerando dados até 30 de setembro. Em entrevista coletiva em Goiânia (GO), Flávio desafiou Lula a participar do debate e afirmou que pretende confrontá-lo diretamente.
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Dinâmica e temas do debate
O jornalista César Tralli, apresentador do Jornal Nacional, mediará o debate, que terá quatro blocos: dois com temas determinados e dois com temas livres, além das considerações finais. A dinâmica será centrada em um mapa do Brasil posicionado no centro do cenário, abordando regiões e temas específicos como preservação da Amazônia, segurança nas fronteiras, combate ao crime organizado e desafios para a infraestrutura das exportações brasileiras.
Os candidatos poderão escolher temas predefinidos no telão para formular perguntas. Quem pergunta terá dois minutos no total para formular a questão e fazer réplica, enquanto quem responde terá três minutos para a resposta e tréplica. Após o debate, cada candidato terá 10 minutos para conceder coletiva na sala de imprensa.
Transmissão e acompanhamento
O debate será transmitido ao vivo pela TV Globo, com sinal simultâneo na GloboNews, no g1 para o público internacional e pelo Globoplay. Este será o último confronto televisivo entre os presidenciáveis antes da votação do domingo, 4 de outubro.
Impacto da ausência de Lula no debate
A ausência do presidente Lula deverá ser destacada durante o debate. Segundo reportagem do jornal O Globo, Lula comunicou sua campanha que prefere não participar devido ao formato do confronto, que poderia expô-lo a ataques com pouco tempo para resposta. A cadeira reservada a Lula ficará vazia, identificada com uma placa com seu nome.
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O mediador lembrará aos telespectadores sobre a ausência do candidato quando chegar a sua vez de fazer perguntas, e o espaço será destacado na transmissão. Essa regra se aplica a qualquer candidato que não compareça. No segundo bloco, durante temas livres, os candidatos presentes poderão usar até 30 segundos para formular uma pergunta que fariam ao ausente, antes de seguir a dinâmica normal.
Possível participação de Renan Santos e desdobramentos
A eventual participação de Renan Santos pode intensificar o debate, aumentando o número de candidatos dispostos a confrontar Flávio Bolsonaro. Marco Antonio Teixeira, professor da FGV São Paulo, observa que Renan tem sido o crítico mais ácido de Flávio no campo da direita, com alto nível de agressividade.
O debate em Goiânia (GO) encerra as discussões televisivas oficiais do primeiro turno, definindo o cenário para a votação que escolherá o presidente da República.
