Reconfiguração Política no Amazonas
MANAUS (AM) — O encerramento do prazo para desincompatibilizações, que finalizou no último sábado, 04, resultou em uma significativa reestruturação política no estado do Amazonas. A saída de diversas figuras importantes, desde líderes do Executivo até membros do alto escalão, marca a exigência legal de afastamento que deve ocorrer seis meses antes das eleições. Entre os principais desdobramentos, o governador Wilson Lima e o vice-governador Tadeu de Souza, ambos do União Brasil, renunciaram nos momentos finais do prazo, transferindo o comando do estado ao presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade.
Na capital, Manaus, o prefeito David Almeida (Avante) também optou por deixar seu cargo para concorrer ao Governo do Estado. Como resultado, o vice-prefeito Renato Junior (Avante) assumiu a liderança da Prefeitura. No cenário estadual, pelo menos dez integrantes do primeiro escalão foram exonerados entre o final de março e o início de abril, conforme publicado no Diário Oficial. Dentre os nomes que devem disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, destacam-se Joana Darc, Therezinha Ruiz e Serafim Corrêa. Outros, como Marcellus Campêlo, Marcus Almeida, Kely Patrícia, Marcel Alexandre e Fábio Albuquerque, estão entre os cotados para a Assembleia Legislativa.
Movimentação em Secretarias Estratégicas
Além disso, a saída de Anderson Oliveira de Souza e Sidilande Picanço Ferreira, que ocupavam funções ligadas à assistência social e ao Cetam, também chamou a atenção. Na Prefeitura de Manaus, a movimentação foi ainda mais intensa, atingindo secretarias estratégicas, com a saída de figuras como Júnior Mar, Viviana Lira, Jesus Alves e Tony Medeiros, além do próprio Renato Junior antes de assumir o Executivo.
Dentre os outros nomes que se desincompatibilizaram, Marcos Rotta desponta como um possível candidato ao Senado, enquanto Jender Lobato e Shádia Fraxe também foram mencionados entre os que deixaram suas funções. As exonerações ocorreram dentro do cronograma eleitoral e envolvem, em sua maioria, gestores que estão se preparando para candidaturas em cargos proporcionais nas eleições deste ano. Assim, com essas mudanças significativas, o cenário político do Amazonas se transforma, criando novas dinâmicas e possibilidades para as próximas eleições.
