Novas Tecnologias em Ação
MANAUS (AM) – No último dia 12, a Polícia Federal (PF) recebeu novos equipamentos forenses que prometem revolucionar as investigações no Amazonas. A entrega ocorreu na Superintendência Regional, onde foi apresentado o equipamento DCS-6 (Foster & Freeman), especialmente projetado para fortalecer a análise de crimes ambientais e a proteção de comunidades indígenas. A solenidade de entrega destacou a importância dessa tecnologia no combate a delitos que ameaçam a integridade desses grupos vulneráveis.
A aquisição, realizada pela Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente (DAMAZ/PF), totalizou mais de R$ 4 milhões, refletindo o compromisso da PF em aprimorar sua capacidade investigativa. A Diretoria de Polícia Administrativa, através do Instituto Nacional de Identificação, recebeu uma estação de trabalho DCS-6 e dois tablets 8K – ForenScope. Esses dispositivos visam apoiar investigações e operações que buscam coibir crimes ambientais na região.
O DCS-6 é uma estação de trabalho completa, projetada para detectar, capturar e melhorar imagens de impressões digitais. Equipado com uma câmera fotográfica digital modificada, fontes de luz forense, filtros ópticos e um computador com software especializado, o sistema se destaca por ser a versão mais moderna disponível atualmente. Curiosamente, é o único equipamento desse tipo em operação fora dos Estados Unidos, oferecendo imagens de alto contraste e nitidez, o que aumenta a precisão das evidências coletadas.
Um dos principais benefícios dessa tecnologia é a capacidade de registrar todas as etapas do processo, garantindo a integridade das imagens e assegurando a rastreabilidade da cadeia de custódia. Esse aspecto é crucial para que as impressões digitais sejam utilizadas como provas válidas em investigações e processos judiciais, evitando questionamentos sobre sua autenticidade.
Tablets ForenScope: Uma Revolução nas Perícias
Os tablets 8K – ForenScope, sendo um destinado à Superintendência Regional no Amazonas e outro à Superintendência Regional no Mato Grosso do Sul, possibilitam a visualização e o registro de impressões digitais latentes — que são invisíveis a olho nu — diretamente nos locais dos crimes. Essa funcionalidade é uma inovação significativa em relação à maioria dos equipamentos convencionais usados em perícias no Brasil, que não possuem essa capacidade.
A utilização dessa tecnologia avançada espera acelerar o processo de coleta de evidências em grandes áreas, otimizando a atuação das equipes de investigação. A expectativa é que esses novos procedimentos contribuam para tornar as investigações mais eficientes e, consequentemente, para a proteção das comunidades ameaçadas.
Com esses investimentos, a Polícia Federal reforça seu compromisso com a proteção ambiental e com os direitos das populações indígenas, utilizando tecnologia de ponta para enfrentar os desafios impostos por crimes que afetam diretamente o patrimônio ambiental e cultural da região amazônica.
(*) Com informações da assessoria da PF
