Integração de Saberes e Cultura no Carnaval
O Departamento de Turismo da Universidade Federal de Sergipe (DTUR/UFS) promoveu na última sexta-feira, 7 de fevereiro, um evento vibrante intitulado “Oxe, Que Folia! – Saberes, Cultura e Confete”, que ocupou diversos espaços do Campus São Cristóvão. A programação inovadora buscou unir debates acadêmicos e vivências culturais, explorando a rica tradição do carnaval sergipano.
As atividades tiveram início com uma mesa-redonda focada na cultura popular. Em seguida, os participantes foram convidados a um cortejo carnavalesco, seguido de um aulão de ritmos conduzido pelo professor Lucas Henrique. O evento culminou com o animado bloquinho “Oxe, Que Folia!!!”, que promoveu um concurso de fantasias e incentivou a interação entre estudantes e a comunidade.
Vivências que Marcam a Formação Acadêmica
Este evento é parte integrante da disciplina Planejamento e Organização de Eventos do curso de Turismo da UFS, cujo objetivo é aprofundar o conhecimento sobre o ciclo carnavalesco em Sergipe, valorizando as manifestações culturais e as tradições populares locais. Além disso, busca impulsionar reflexões sobre identidade, turismo e celebração.
O professor Dênio Santos Azevedo, responsável por mediar a mesa-redonda, enfatizou a relevância pedagógica dessa experiência. “Essa é uma discussão inserida em um componente curricular do curso. Os alunos estudaram a teoria e agora estão aplicando esse conhecimento desde a fase de pré-organização do evento. No curso de turismo, as experiências práticas certamente se tornam marcantes. São vivências que ficam na memória e preparam os alunos para o futuro profissional”, explicou.
A mesa-redonda também contou com a participação de figuras importantes, como Max Prejuízo, fundador do bloco Galo do Augusto Franco, a percussionista e professora de capoeira Bárbara Neilma, e o professor de Geografia e gestor cultural João Luiz Lima Santos, que traz uma rica experiência na gestão pública do município de Estância.
A Importância do Carnaval e da Acadêmica
A professora substituta da UFS e organizadora do evento, Mariane Rocha, esclareceu que a realização deste evento serve como um dos critérios de avaliação da disciplina, ressaltando que a temática foi escolhida pelos próprios alunos. “Com a aproximação do Carnaval, decidimos unir a celebração à reflexão acadêmica, criando um ambiente que não se limitasse apenas a palestras ou entretenimento”, destacou.
Mariane também acentuou a importância da universidade em articular teoria, prática e extensão, afirmando: “Estamos inseridos na academia, e os debates são fundamentais. Falar sobre cultura popular nos leva a analisar criticamente nosso contexto, a sociedade e a ‘sergipanidade’. Oferecer aos alunos essa dupla perspectiva é crucial para sua formação”, concluiu.
Reflexões dos Participantes
Entre os estudantes, a futura farmacêutica Evelyn Pereira reconheceu o evento como uma pausa revigorante da rotina acadêmica. “Foi um momento de descontração, especialmente em um período tão agitado. Uma oportunidade de felicidade e relaxamento”, disse.
Por outro lado, Júlia Satil, aluna do curso de Turismo, enfatizou a relevância da ocupação cultural dos espaços universitários: “Às vezes, ficamos muito focados apenas nas salas de aula, como se a faculdade fosse só estudar. Na verdade, a faculdade deve ser vivida, e esses momentos são essenciais para adquirir experiências valiosas”, afirmou.
