Executado após Acusações de Homicídio
MANAUS (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) está à frente das investigações sobre a execução de Bruno Santos, também conhecido como “Loirinho”, que ocorreu na noite do último sábado, 10, no bairro Riacho Doce. Segundo as primeiras apurações, Bruno foi alvo de um “tribunal do crime” após ser associado ao assassinato de Juliana da Silva Teixeira, uma jovem de 22 anos. O corpo de Juliana foi encontrado em um terreno na Rua Aramari, no conjunto Manoa, apresentando várias perfurações de arma branca. Além do homicídio, a perícia também investiga a possibilidade de crime sexual.
A execução de Bruno foi registrada em vídeo pelos autores, onde ele aparece vestindo uma camisa de um time de futebol e bermuda preta, com os braços amarrados e visivelmente ferido. Durante o interrogatório, não visíveis nas imagens, pessoas exigem que ele confesse a autoria do crime contra Juliana. “Vai, confirma!”, é uma das ordens que ecoam no vídeo. Diante da pressão, Bruno admite: “foi isso aí mesmo”, mas não fornece detalhes sobre o ocorrido.
Em um outro vídeo que circula em grupos de mensagens, a cena da execução é chocante; Bruno é atingido por mais de dez disparos. O autor dos tiros, que usava uma camisa vermelha e bermuda jeans, ainda não foi identificado. O caso levanta questionamentos sobre a atuação de grupos de extermínio e a impunidade em situações semelhantes na capital amazonense.
O Assassinato de Juliana Teixeira
Juliana da Silva Teixeira foi encontrada sem roupas e com ferimentos fatais no pescoço em um terreno no conjunto Manoa. O corpo foi descoberto após moradores da área acionarem a polícia, alarmados com a situação. Imagens de câmeras de segurança mostram Juliana acompanhada de um homem em uma rua não identificada, por volta das 22h12, na última quinta-feira, 8. O registro revela a vítima vestindo um conjunto azul e sandálias, enquanto o homem ao seu lado usava camisa regata e bermuda, aparentemente conversando com ela.
O Instituto Médico Legal (IML) atestou como causa preliminar da morte um “choque hemorrágico, esgorjamento e trauma de ação cortante”. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue investigando o caso, enquanto a CENARIUM busca informações adicionais junto à Polícia Civil sobre o suspeito executado, mas ainda não obteve resposta.
É importante ressaltar que a execução de Bruno Santos não é um caso isolado. Manifestações de violência em Manaus têm se tornado cada vez mais frequentes, despertando a preocupação da sociedade e das autoridades. Como a cidade lida com a escalada da violência e as consequências disso para a população? O desfecho desse caso pode trazer à tona questões importantes sobre justiça e segurança pública que merecem ser debatidas.
