Desdobramentos nas Exonerações de Dirigentes da SPTuris
No dia 25 de outubro, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), tomou uma decisão significativa ao demitir Rodolfo Marinho, secretário adjunto de Turismo, e Gustavo Pires, presidente da SPTuris (São Paulo Turismo), em resposta a denúncias de contratos irregulares que somam cifras milionárias. O anúncio foi feito por meio de suas redes sociais, refletindo a urgência em lidar com essas alegações.
Logo após a revelação das acusações pela imprensa, o prefeito determinou a abertura de uma investigação interna para esclarecer a situação. As denúncias vieram à tona na última sexta-feira (20), quando o jornal Metrópoles reportou que Marinho era sócio de Nathália Carolina de Silva Souza, fundadora da agência MM Quarter. Desde sua nomeação, a empresa começou a ser contratada de forma recorrente pela SPTuris e pela Secretaria de Turismo, resultando em contratos que ultrapassam os R$ 183 milhões com a administração municipal.
A matéria também insinuou que a agência estaria utilizando o nome de Nathália de forma irregular, agindo como uma espécie de “laranja” no negócio. Em suas declarações, Nunes disse: ‘Vocês devem ter acompanhado, no dia 20, saiu uma matéria trazendo denúncias sobre uma empresa fornecedora da prefeitura de São Paulo. Hoje, a controladoria me trouxe documentos referentes a esta apuração. Dentro desses documentos, uma procuração da Nathália para o secretário adjunto Rodolfo Marinho. Por causa disso, estou demitindo, exonerando, o senhor Rodolfo Marinho.’
Embora o prefeito não tenha nomeado Gustavo Pires diretamente em seu comunicado, a designação do coronel Salles, ex-comandante da Polícia Militar, para presidir a SPTuris indicou uma substituição clara. ‘Estou demitindo e exonerando Rodolfo Marinho e também estou nomeando Coronel Salles para presidir a SPTuris. Nós não permitimos irregularidade no nosso governo’, enfatizou Nunes.
Em resposta às acusações, a MM Quarter emitiu uma nota alegando que as afirmações relacionadas à sócia administradora serem ‘laranja’ são falsas. A empresa defendeu a atuação de Nathália, ressaltando sua participação ativa e comprovável nas decisões administrativas e operacionais. Segundo a nota, existem registros em e-mails, fotos e documentações que comprovam seu envolvimento direto nos processos da companhia.
A MM Quarter também garantiu que todos os processos de contratação seguiram rigorosamente critérios técnicos e exigências legais. A empresa se colocou à disposição das autoridades para fornecer quaisquer esclarecimentos necessários, reafirmando a legalidade das suas operações e a legitimidade de suas atividades.
Esses desdobramentos marcam um momento de transformação na gestão do turismo em São Paulo, refletindo a necessidade de maior transparência e integridade nas contratações públicas. A expectativa é que a nova liderança da SPTuris, sob a responsabilidade do coronel Salles, traga uma nova perspectiva e um compromisso renovado com a ética e a transparência na administração pública.
