Mudança no Comando da Fazenda
A recente decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de atender ao pedido do presidente Lula da Silva e aceitar o desafio de concorrer ao governo de São Paulo nas eleições de 2026, provoca uma reconfiguração significativa no cenário político nacional. Essa movimentação, além de impactar o protagonismo do PT em um dos principais colégios eleitorais do Brasil, sinaliza o fim de um ciclo importante para a Zona Franca de Manaus (ZFM).
Enquanto Brasília se mobiliza para definir quem assumirá a pasta da Fazenda, a classe política do Amazonas, juntamente com o setor produtivo local, reflete sobre os resultados da gestão de Haddad e os desafios que se apresentam para a ZFM. Durante sua passagem, Haddad implementou mudanças que deixaram um legado duradouro, sendo a última reforma tributária um marco desse período.
A Candidatura de Haddad e seus Reflexos
Nos bastidores do poder, a candidatura de Haddad já é considerada uma realidade e, embora tenha demonstrado hesitação no início, ele acabou por aceitar o chamado do PT para garantir um palanque robusto para a reeleição de Lula em São Paulo. Essa estratégia busca equilibrar a força do governador atual, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e os interesses da direita paulista.
Com a candidatura definida, Haddad deverá deixar o Ministério da Fazenda nos próximos meses, passando a responsabilidade sobre a condução da política econômica a um novo responsável, o que gera expectativa e apreensão entre os stakeholders da ZFM.
Legado de Haddad e a Zona Franca de Manaus
A passagem de Haddad pela Fazenda não foi apenas uma fase administrativa, mas uma etapa crucial para o fortalecimento da Zona Franca de Manaus. A última reforma tributária, sob sua gestão, serviu como alicerce para a criação de uma nova ZFM, mais robusta e competitiva. As alterações implementadas foram vistas como uma referência em termos de modernização e incentivo ao desenvolvimento regional.
Com a saída de Haddad, o Amazonas observa a transição com cautela. O governo estadual e as entidades do setor produtivo estão preocupados para que as novas diretrizes, especialmente as leis complementares que regulam o funcionamento dos impostos e o fundo de compensação da ZFM, não sejam desconsideradas ou reduzidas pelo futuro ocupante da pasta.
Desafios Pós-Haddad
Com a candidatura de Haddad em foco, surge um novo desafio: como garantir que o próximo ministro da Fazenda compreenda a importância da Zona Franca e mantenha os avanços conquistados até aqui? A transição no comando da pasta pode significar um momento crítico para a sobrevivência e a competitividade da ZFM. O Amazonas, portanto, deve se mobilizar para apresentar suas demandas e especificidades ao novo ‘dono do cofre’.
A saída de Fernando Haddad deixa uma lacuna em Brasília, pois, apesar de sua postura focada em um ajuste fiscal, ele demonstrava uma compreensão das necessidades geopolíticas da Zona Franca. O futuro do estado agora dependerá da capacidade de diálogo com o novo ministro para a manutenção e avanço das políticas que beneficiam o Amazonas e sua economia.
