Integração do Audiovisual nas Escolas
A vereadora Giorgia Prates, representante do Mandata Preta (PT), apresentou na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) um projeto de lei inovador. Essa proposta estabelece a Política Municipal de Fomento, Difusão e Exibição do Cinema e Audiovisual nas escolas públicas da capital paranaense. O objetivo é claro: aumentar o contato dos alunos com obras audiovisuais, enriquecer o debate em torno delas e promover um intercâmbio de conhecimentos com cineastas locais (005.00726.2025).
O projeto abrange uma série de ações direcionadas à exibição, estudo e produção de conteúdos audiovisuais nas instituições de ensino, visando envolver alunos, educadores e equipes pedagógicas de forma integrada. A justificativa da proposta enfatiza que o audiovisual é uma linguagem que pode contribuir significativamente para o desenvolvimento de habilidades como leitura, interpretação e criação de mensagens visuais. Além disso, busca conectar iniciativas culturais já existentes às políticas de educação municipais, ampliando o alcance das atividades nas escolas de Curitiba.
Princípios e Ações Propostas
Entre os princípios estabelecidos pela política estão a ampliação do acesso ao cinema, valorização da cultura brasileira, incentivo à produção escolar e formação contínua para os profissionais da educação. As ações propostas incluem a realização de mostras temáticas, rodas de debate, atividades formativas com especialistas e parcerias com instituições e coletivos do setor audiovisual. Tais iniciativas visam não apenas a inserção do cinema no cotidiano escolar, mas também a construção de um ambiente educativo mais rico e colaborativo.
Na justificativa do projeto, Prates menciona leis existentes que já preveem a exibição de filmes nas escolas, mas argumenta que apenas a obrigatoriedade não é suficiente. “A simples obrigatoriedade não garante a efetividade da proposta em um país de dimensões continentais e com profundas desigualdades raciais e econômicas como o Brasil. É necessário um planejamento local que defina a aplicação da lei, levando em conta o contexto de cada município e promovendo um engajamento contínuo antirracista na Educação Básica”, destaca a vereadora.
Implementação e Acesso à Cultura
O projeto proposta ainda define que a Secretaria Municipal da Educação ficará responsável pela organização de programações regulares, materiais pedagógicos de apoio e ações que integrem a comunidade escolar. Além disso, busca alinhar-se às normas nacionais que incentivam a cultura e a educação integral, incorporando diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relacionadas à leitura de múltiplas linguagens.
Prates enfatiza que essa política tem como foco principal os estudantes que residem em periferias, onde o acesso a equipamentos culturais é bastante limitado. O projeto também incentiva a circulação de obras produzidas localmente e a valorização de criadores e criadoras da cidade, promovendo um ambiente onde a produção cultural curitibana seja reconhecida e celebrada.
