Ação da Força Nacional contra o Crime Organizado
Nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou a autorização para a atuação da Força Nacional nas cidades de Coari e Barcelos, no Amazonas. O efetivo, que permanecerá por pelo menos 90 dias, terá como missão combater o crime organizado, com um foco especial nas ações relacionadas ao narcotráfico e crimes ambientais. A portaria foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva e surge em resposta a necessidades logísticas e de segurança em regiões consideradas estratégicas para a soberania do Brasil.
Coari e Barcelos foram escolhidas devido às suas localizações geográficas, que facilitam a atuação de organizações criminosas. Coari, situada próxima ao Rio Solimões, e Barcelos, às margens do Rio Negro, são conhecidas rotas de escoamento de entorpecentes. O planejamento da operação tem como objetivo asfixiar financeiramente o tráfico, ao mesmo tempo em que busca proteger a rica biodiversidade da região em áreas que apresentam dificuldades de monitoramento.
Plano Amazônia: Segurança e Soberania
A mobilização dos profissionais integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania, ou Plano Amas, um programa do governo federal que se dedica a implementar ações de segurança pública voltadas para os estados da Amazônia Legal. Este plano é desenvolvido levando em consideração as particularidades da região, buscando não apenas reduzir a criminalidade, mas também fortalecer a presença do Estado em localidades remotas e de difícil acesso.
Embora a decisão publicada no Diário Oficial da União tenha confirmado a atuação da Força Nacional, detalhes sobre a data de chegada dos agentes e o número total de militares ainda não foram divulgados. O contingente que será enviado seguirá o planejamento determinado pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública. A distribuição dos recursos humanos e materiais será coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, conforme as necessidades de cada município.
“O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, afirma o texto oficial.
