Como as Famílias de Manaus Planejam o Gasto com Material Escolar
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio do Amazonas revela que 41% das famílias de Manaus planejam desembolsar entre R$ 601 e R$ 700 em material escolar para o ano de 2026. Os dados indicam que apenas 24% dos entrevistados anteveem gastos superiores a R$ 700, destacando uma preferência por compras em uma única visita ou pedido. Essa escolha é motivada pela praticidade e pela possibilidade de economizar tempo, além de buscar descontos em compras online.
De acordo com a pesquisa, cerca de 65% das famílias, divididas entre 39% e 26%, têm a intenção de realizar suas compras durante o mês de janeiro, momento considerado estratégico para garantir melhores preços. É interessante notar que 62% das crianças dos entrevistados estão matriculadas na rede pública de ensino, o que significa que essas famílias não arcam com mensalidades, mas ainda enfrentam custos significativos com material escolar e uniformes, que são essenciais para o dia a dia dos alunos.
Desafios para as Famílias e o Impacto nas Finanças
O montante que ultrapassa R$ 600 em material escolar, para muitas dessas famílias que têm dois ou mais filhos, reflete a necessidade de atender a todas as exigências da lista de materiais. Frequentemente, a escola pública oferece apenas o básico ou exige itens específicos, como mencionado na pesquisa.
Dois em cada dez entrevistados (30%) estão inseridos na educação privada, e para essas famílias, o gasto com material escolar se junta ao elevado custo das mensalidades. Para elas, o uso do cartão de crédito (52%) se torna uma ferramenta financeira vital, permitindo diluir as despesas em parcelas e tornar os pagamentos mais gerenciáveis.
A pesquisa também revela que, durante o início de janeiro, 39% das famílias optam por efetuar suas compras, enquanto 16% deixam para o início das aulas. A divisão entre pagamentos à vista e parcelados é quase equilibrada, com 52% optando por crédito e 46% escolhendo pagar à vista, utilizando métodos como cartão de débito, dinheiro ou PIX. Esta última opção é especialmente vantajosa, pois muitas lojas oferecem descontos que variam de 5% a 15% para pagamentos imediatos.
Orientações para um Consumo Consciente
À medida que o período de compras para o retorno às aulas se aproxima, é comum que a ansiedade dos consumidores leve ao aumento dos gastos. O Programa de Defesa do Consumidor recomenda que os pais façam pesquisas em pelo menos três papelarias antes de finalizar suas compras e, sempre que possível, evitem levar os filhos, a fim de não se deixarem levar por impulsos de consumo.
Outro ponto importante é a análise cuidadosa da lista de materiais solicitados pelas escolas. O Procon do Rio de Janeiro enfatiza que as instituições devem fornecer uma relação detalhada dos itens com um plano de utilização, permitindo que pais e responsáveis verifiquem se alguma exigência envolve produtos de uso coletivo, o que é proibido. Exemplos de itens que não podem ser solicitados incluem álcool gel, canetas para lousa, copos descartáveis e materiais de limpeza. No entanto, alguns materiais, como colas e papel ofício, podem ser solicitados com restrições, especialmente para alunos a partir de 2 anos. Para as aulas de artes, itens como giz de cera e tinta guache podem constar na lista.
Os pais são encorajados a buscar informações e orientações junto aos órgãos de proteção ao consumidor caso surjam dúvidas sobre as solicitações das escolas, garantindo que realizem compras conscientes e dentro de suas possibilidades financeiras.
