Operação da Polícia Federal em Tabatinga
Nesta sexta-feira, 9 de janeiro, um homem foi detido em flagrante no Aeroporto Internacional de Tabatinga, localizado no interior do Amazonas, após ser surpreendido com cerca de mil peixes ornamentais contrabandeados. A Polícia Federal (PF) confirmou que a prisão ocorreu durante uma fiscalização de rotina, intensificada após a identificação de indícios de contrabando originário de Manaus, com destino ao exterior.
Os peixes estavam armazenados em sacos plásticos com água insuficiente e sem oxigenação adequada, o que representa um grande risco de morte e configura também maus-tratos aos animais. Essa situação evidência a fragilidade das práticas de transporte ilegal e suas consequências para a vida silvestre.
Rota do contrabando em uma região estratégica
Segundo a PF, a escolha de Tabatinga como ponto de saída para o contrabando se deve à sua posição geográfica na tríplice fronteira que liga Brasil, Colômbia e Peru. O uso dessa rota é uma prática recorrente: os peixes são capturados nas águas da Amazônia, enviados para Manaus e, em seguida, cruzam a fronteira para atender ao mercado clandestino internacional de aquarismo.
É importante ressaltar que o tráfico de peixes ornamentais representa uma atividade extremamente lucrativa, além de ser uma das formas mais frequentes de crime ambiental na região amazônica.
Consequências legais para o contrabandista
Após a apreensão, o homem foi imediatamente preso e agora enfrentará acusações de contrabando e outras infrações estabelecidas pela legislação ambiental. As punições podem incluir multas, detenção e, dependendo do tipo de espécies apreendidas, sanções adicionais se estas estiverem ameaçadas ou sob proteção legal.
A PF adiantou que novas investigações estão sendo realizadas com o intuito de identificar outros possíveis envolvidos, uma vez que o transporte de peixes é apenas uma parte da complexa cadeia criminosa, que abrange compradores, financiadores e atravessadores.
Avaliação e resgate dos peixes apreendidos
Os peixes apreendidos foram encaminhados a um órgão ambiental especializado, onde biólogos realizarão uma avaliação detalhada de cada animal. O propósito dessa avaliação é determinar quais peixes poderão ser reintegrados à natureza e quais necessitarão de cuidados especializados.
A Polícia Federal destacou que nenhum dos peixes contrabandeados retornará ao comercio ilegal, respeitando rigorosamente os protocolos de proteção da fauna amazônica e garantindo a preservação desses animais.
