Hospital do Sangue: Avanço no Atendimento à Saúde em Manaus
Manaus celebra a inauguração do Hospital do Sangue, um marco significativo após mais de uma década de espera. A nova unidade foi erguida com o objetivo de ampliar a estrutura da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), que presta serviços essenciais a pacientes com doenças hematológicas no estado.
Com capacidade para 184 leitos, incluindo 16 destinados à UTI, o hospital, segundo informações do governo do Amazonas, deve expandir em 254% a capacidade de atendimento especializado que atualmente é realizada pelo Hemoam. Este avanço também possibilitará a implantação gradual do serviço de transplante de medula óssea, uma necessidade vital para muitos pacientes na região.
As obras da unidade tiveram início em 2014, mas enfrentaram diversas paralisações ao longo dos anos. Em 2016, as atividades foram interrompidas e só foram retomadas posteriormente, evidenciando os desafios enfrentados no processo de construção.
No início de fevereiro deste ano, uma reunião na sede do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) destacou a longa trajetória do projeto. A diretora-presidente do Hemoam, Socorro Sampaio, relembrou que a proposta para a criação do hospital começou a ser discutida em 2010, evidenciando a urgência da implantação da nova estrutura.
O investimento total na obra até o momento é estimado em cerca de R$ 70 milhões, considerando todos os aditivos e complementações necessárias. Desde a posse de Wilson Lima como governador, em 2019, a inauguração foi anunciada e adiada várias vezes, com datas previstas para 2020, 2023, e mais recentemente, setembro de 2024 e junho de 2025.
Na reunião do TCE-AM em fevereiro, o governo do estado estipulou um novo cronograma para a abertura do hospital, definindo o dia 28 de fevereiro como a data da inauguração, com início dos atendimentos marcado para 1º de março. Contudo, após uma vistoria técnica realizada pela equipe do TCE, foram identificadas pendências que precisam ser resolvidas antes do funcionamento da unidade.
A inspeção, parte da chamada Blitz do TCE, analisou aspectos como gestão, planejamento, contratos, patrimônio e infraestrutura. O relatório gerado apontou “achados relevantes” que podem impactar o funcionamento do hospital, levando o tribunal a recomendar que a inauguração e os atendimentos sejam realizados somente após a correção das falhas identificadas.
