Debates sobre a Jornada de Trabalho em Manaus
Na tarde desta quinta-feira (23/04), o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) promoveu um ciclo de debates essenciais sobre a jornada de trabalho no Brasil, especificamente focando na possibilidade de extinção da escala 6×1. O evento atraiu uma audiência diversificada, composta por especialistas e líderes de grandes setores produtivos da região, com o intuito de analisar os impactos sociais e operacionais de uma potencial alteração no modelo de trabalho local.
Com apoio da Câmara Nippo e do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos de Manaus (SIMMMEM), o ciclo de debates teve um enfoque técnico profundo sobre a realidade da jornada de trabalho em Manaus. José Wilson Falcão, coordenador da Comissão de RH do CIEAM, foi o responsável pela apresentação de dados que refletem a dinâmica do mercado local, enquanto Mário Pereira Júnior, da Yamaha Manaus, compartilhou os obstáculos enfrentados pelo setor industrial na preservação da produtividade em um possível novo cenário de trabalho.
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O comércio também teve sua voz representada no encontro, com a presença de especialistas da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e da Advocacia José Eduardo Duarte Saad, que trouxeram à tona questões jurídicas relevantes que cercam essa mudança. A troca de ideias foi rica e demarcou um espaço importante para a construção de um entendimento amplo sobre os desdobramentos da alteração na escala de trabalho.
A abertura oficial do evento contou com a presença de figuras destacadas, como Wilson Périco, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), e Iuquio Ashibe, representante da Câmara Nipo. O presidente executivo do CIEAM, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, enfatizou a relevância de um diálogo aberto e equilibrado, que considere as especificidades do modelo Zona Franca de Manaus.
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“É imprescindível que, enquanto entidade, promovamos um debate técnico e transparente. A discussão sobre a alteração das escalas de trabalho não pode ocorrer sem uma análise cuidadosa dos dados de produtividade e da segurança jurídica que garantem a operação das nossas indústrias”, disse Oliveira. Ele ressaltou que o objetivo é encontrar formas de equilibrar o bem-estar dos trabalhadores com a sustentabilidade econômica, essencial para a competitividade do Amazonas no contexto global.
O evento culminou com um painel interativo, moderado por Fabrícia Moura, da Lite-On, que abordou temas cruciais, como as políticas públicas voltadas à proteção do trabalhador e as iniciativas das empresas para prevenir impactos negativos. Para os participantes, o foco permanece nos efeitos sociais e econômicos que uma mudança brusca na jornada de trabalho poderia provocar na cadeia produtiva da região, um aspecto que necessita de consideração minuciosa para garantir um futuro sustentável e próspero para todos os envolvidos.
