Chamas em Conjunto Hiléia Causam Desespero
Na manhã desta quarta-feira (18), moradores da Rua Apiocara, no Conjunto Hiléia, zona Oeste de Manaus, vivenciaram momentos de pânico quando um incêndio de grandes proporções atingiu uma residência. A cortina de fumaça negra, visível a distâncias consideráveis, alarmou a comunidade. Informações coletadas pelo Portal Remador indicam que o fogo teve início em um dos cômodos frontais e se espalhou rapidamente pelo forro, colocando em risco as casas geminadas nas proximidades.
O que surpreendeu a todos foi a velocidade com que as chamas consumiram a estrutura. Vizinhos, ainda que com coragem, tentaram combater o incêndio utilizando baldes e mangueiras de jardim, mas o calor extremo impediu qualquer aproximação. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) foi acionado e chegou rapidamente ao local, estabelecendo uma linha de frente para controlar o fogo e evitar uma tragédia ainda maior, dado que as residências na área estão coladas umas às outras.
Possível Causa do Incêndio
Conforme relatos preliminares de quem estava presente, um estalo alto foi ouvido antes do surgimento da fumaça, levantando suspeitas sobre a possibilidade de um curto-circuito. A fiação antiga em algumas partes do conjunto, aliada à sobrecarga de aparelhos eletrônicos, pode ter contribuído para o início do incêndio. Após aproximadamente 40 minutos de combate intenso, os bombeiros conseguiram controlar as chamas e iniciaram o rescaldo, processo vital para resfriar as paredes e evitar que brasas escondidas causassem um novo incêndio.
“O risco de propagação era altíssimo devido à proximidade das casas. Fizemos o isolamento térmico das paredes vizinhas e conseguimos salvar as estruturas laterais”, comentou um dos oficiais que esteve à frente da operação.
Danos Materiais, Mas Sem Feridos
Apesar do susto e da significativa perda material, a boa notícia é que ninguém se feriu no incidente. Contudo, o impacto do calor foi severo, com a estrutura do imóvel comprometida. Rachaduras profundas surgiram nas paredes, e parte do telhado desabou. Uma equipe da Defesa Civil deverá ser acionada para realizar uma avaliação técnica, a fim de determinar se o prédio precisará ser condenado ou se poderá passar por reformas.
A Polícia Militar (PMAM) também compareceu ao local, isolando a via para facilitar a ação dos caminhões-tanque. Agora, aguarda-se a elaboração do laudo oficial dos bombeiros, que deverá ser disponibilizado em até 30 dias.
