Desafios nas eleições de 2026
MANAUS (AM) – O clima político em 2026 promete ser de intensa tensão e disputas acirradas, tanto em nível nacional quanto regional. Essa é a previsão da yalorixá Katia D’Oyá, que compartilhou suas impressões à revista CENARIUM. Ela observa que já existem conflitos políticos em crescimento, que devem se intensificar antes do início oficial da campanha eleitoral. No estado do Amazonas, a expectativa é que a disputa pelo governo vá para o segundo turno, enquanto no Pará a tendência é pela continuidade do atual governo.
Katia D’Oyá destaca que os obstáculos já estão visíveis em todo o país. “Os entraves já começaram nacionalmente, não é? Temos uma série de dificuldades que só vão aumentar até as eleições de 2026”, comenta. Ela enfatiza que, apesar da turbulência, as decisões continuarão a depender da vontade popular. “A decisão caberá, em última instância, à massa”, completa.
Perspectivas para a política nacional
No que diz respeito às eleições gerais, a yalorixá prevê que a política nacional sofrerá perdas significativas, embora não revele nomes específicos. “Diante do cenário atual, é certo que haverá perdas na política nacional. Não posso detalhar, mas a sensação é de que mudanças virão”, afirma.
Katia D’Oyá também analisou as possíveis disputas regionais, com ênfase no Amazonas e no Pará. No Amazonas, ela menciona que um perfil específico deve sair vitorioso. Entre os pré-candidatos confirmados estão o senador Omar Aziz (PSD) e a empresária Maria do Carmo Seffair (PL), além do prefeito David Almeida (Avante), que também deve concorrer ao cargo.
“Para vencer as eleições ao governo, será necessário um candidato com vasta experiência e segurança, apoiado pela maioria das prefeituras”, alerta. Ela sugere que a disputa pode ser acirrada a ponto de exigir um segundo turno.
Estabilidade Política no Pará
Em relação ao Pará, Katia prevê um cenário de estabilidade política e a manutenção do grupo atualmente no poder. “Vejo uma continuidade no governo do Pará. A máquina política deverá permanecer sob controle do atual grupo”, analisa.
A vice-governadora do estado, Hana Ghassan Tuma, aparece como um nome forte para a sucessão de Helder Barbalho (MDB), embora ainda não tenha sido oficialmente lançada como candidata.
Disputas ao Senado e a necessidade de cautela
No tocante às eleições para o Senado, tanto no Amazonas quanto no Pará, o cenário é descrito como mais complexo e arriscado. “As disputas serão acirradas, e tanto no Amazonas quanto no Pará, é fundamental ter cautela. As coligações e estratégias precisam ser bem pensadas”, alerta Katia D’Oyá, que acredita que os desafios políticos marcarão essas eleições.
As previsões de Katia D’Oyá coincidem com as influências dos orixás Ogum e Iansã para 2026, entidades associadas a decisões decisivas e movimentações intensas. Isso sugere que o próximo ano eleitoral será repleto de embates estratégicos, redefinições de poder e a necessidade de cautela nas articulações políticas.
A trajetória de Katia D’Oyá
Nascida em Manaus, Katia D’Oyá compartilha que seu chamado espiritual começou na infância. “Meu primeiro contato com a religião ocorreu entre 6 e 7 anos de idade, quando minha mãe me levava a um terreiro na Praça 14 de Janeiro”, relembra. Essa conexão familiar com a espiritualidade é herança de sua avó materna, Mãe Mocinha, uma conhecida benzedeira da região, que desempenhou um papel fundamental em sua formação.
Iniciada na nação Omolocô, Katia combina elementos do candomblé ketu e da umbanda, com raízes na tradição angolana. O processo de formação, segundo ela, exige anos de aprendizado, obrigações e confirmações até que se alcance o pleno exercício da função.
Apesar dos desafios enfrentados, como intolerância religiosa e resistência social, Katia destaca sua resiliência. “Eu sempre absorvi essas experiências, ciente de que poderia ajudar as pessoas. Meu compromisso é ver bem todas as pessoas que buscam por mim”, conclui.
