Nova Abordagem para o Combate ao Aedes aegypti
A Prefeitura de Manaus anunciou a implementação de uma nova estratégia para o controle e monitoramento do Aedes aegypti, o mosquito responsável pela transmissão de arboviroses, incluindo dengue, zika e chikungunya. A partir de fevereiro de 2026, serão utilizadas as chamadas ‘ovitrampas’, dispositivos que permitem contabilizar e mapear digitalmente as áreas com maior incidência do mosquito. A iniciativa conta com a colaboração da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério da Saúde.
Serão instaladas um total de 240 ovitrampas em cada uma das zonas urbanas da cidade — Norte, Sul, Leste e Oeste. Este plano também abrange os 18 bairros que foram identificados como de alta vulnerabilidade no último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em novembro de 2025.
Como Funcionam as Ovitrampas
Segundo Alciles Comape, chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, essas ovitrampas são recipientes de plástico que contêm palhetas de madeira, onde as fêmeas do Aedes depositam seus ovos. Após um período de cinco a seis dias, os agentes de saúde vão retirar as palhetas antes que as larvas possam nascer, evitando assim a formação de novos criadouros.
As palhetas recolhidas serão levadas a laboratórios para contagem e registro no aplicativo ‘Conta Ovos’, que foi desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde e a Fiocruz. A instalação das ovitrampas será mantida por pelo menos 26 semanas ao longo do ano, cobrindo metade das semanas epidemiológicas, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
Instalações Estratégicas e Importância da Participação da População
Comape acrescentou que cada ovitrampa será instalada em imóveis localizados no centro de nove quarteirões, o que permitirá uma análise mais precisa da infestação em cada área. Os locais onde as ovitrampas serão colocadas poderão ser ajustados ao longo do ano, dependendo das necessidades da vigilância epidemiológica e ambiental.
As ovitrampas devem ser instaladas em locais ao ar livre, em uma altura que varia de 80 a 120 centímetros, e precisam estar protegidas da chuva e do sol. Além disso, é essencial que fiquem fora do alcance de crianças e animais, e não devem ser movidas até a coleta dos dados.
“Para que essa estratégia seja eficaz, precisamos do apoio da população. As informações que forem coletadas vão gerar mapas de calor, que indicarão os bairros de maior risco, possibilitando ações mais rápidas e eficazes. Essa é uma medida moderna que fortalece a prevenção das arboviroses e protege a saúde da nossa comunidade”, destacou Comape.
Casos de Doenças Transmitidas pelo Mosquito
No ano de 2025, Manaus registrou 1.237 casos de dengue, o que representa uma redução de 52,7% em comparação ao ano anterior, quando foram contabilizados 2.615 casos. Além disso, foram confirmados 10 casos de zika e 79 de chikungunya.
Em novembro de 2026, a Semsa realizará um novo LIRAa para identificar os bairros mais vulneráveis e orientar a instalação das ovitrampas em 2027. A luta contra o Aedes aegypti é um esforço contínuo e a participação da população é fundamental para o sucesso desta iniciativa.
